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<journal-title><![CDATA[Revista Internacional de Investigación en Ciencias Sociales]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Leitura e escrita nas series iniciais do ensino fundamental nas escolas públicas de Olinda/PE]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Mestre em Psicologia da Educação, ISLA. Doutorando em Ciências da Educação. UAA. Instituto Superior de Economia e Administração. ISEAD-PE, Brasil. Professor de Disciplinas Pedagógicas.  ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Abstract: With the construction process of reading and writing emphasizing literacy as a way to offer students and teachers means favorable reflection on the difficulties of reading, and social importance that it is turned on. Uses constructivist media, where mainly highlights social need, as well as cultural transformation from a traditional pedagogical practice, and, above all else, local capacity without coverage in an effective, comprehensive. Thus, the proposal seeks to clarify learning specifying an interaction between teachers and students in a way that it can result in learning. Proposes ways research on the culture of the pedagogical work which identifies information relevant to the process of teaching and learning. Shows that it is important to use effective teaching practice, where the teacher should seek the most used means to bring the student to think where looking through this, make logical sense and articulate the content experienced in the room]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3" face="Verdana"><b>ART&Iacute;CULO  ORIGINAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="Verdana"><b>Leitura e escrita nas series iniciais do ensino  fundamental nas escolas p&uacute;blicas de Olinda/PE</b></font></p>      <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b><i>Reading and writing the series of primary education in the public  schools of Olinda/PE </i></b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b><i>Carlos Alberto Silva(1)</i></b></font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">1. Mestre em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o, ISLA.&nbsp;  Doutorando em Ci&ecirc;ncias da Educa&ccedil;&atilde;o. UAA. Instituto  Superior de Economia e Administra&ccedil;&atilde;o. ISEAD-PE, Brasil. Professor de  Disciplinas Pedag&oacute;gicas.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Correspond&ecirc;ncia</b>:  Carlos Alberto Silva. E-mail: <a href="mailto:carlosalberto.uaa.2012@gmail.com">carlosalberto.uaa.2012@gmail.com</a></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Recibido:  13/03/2013; Aceptado: 08/05/2013</font>.l</p>     <p align="left">&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b><i>Resumo:</i> </b><i>Trata da constru&ccedil;&atilde;o do processo da leitura e escrita  destacando a alfabetiza&ccedil;&atilde;o como uma forma de oferecer aos discentes e docentes  meios favor&aacute;veis de reflex&atilde;o sobre as dificuldades da leitura, e a import&acirc;ncia  social que a mesma est&aacute; ligada. Utiliza meios construtivistas, onde destaca  principalmente a necessidade social, como tamb&eacute;m cultural de transforma&ccedil;&atilde;o de  uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica tradicional, e, acima de qualquer coisa, local, sem  capacidade de abrang&ecirc;ncia, em uma pr&aacute;tica eficaz, abrangente. Procura  esclarecer proposta de aprendizagem especificando uma intera&ccedil;&atilde;o entre docente e  discente, de uma forma que esta possa resultar em aprendizagem. Prop&otilde;e meios de  investiga&ccedil;&atilde;o, sobre a cultura do trabalho pedag&oacute;gico onde identifica informa&ccedil;&otilde;es  pertinentes ao processo de ensino-aprendizagem. Evidencia que &eacute; importante o  uso de uma pr&aacute;tica pedag&oacute;gica eficiente, onde o professor deve procurar ao  m&aacute;ximo utilizar meios que leve o aluno a raciocinar, onde procura atrav&eacute;s  desta, dar sentido logico e articulado aos conte&uacute;dos vivenciados na sala.</i></font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b><i>Palabras chave: </i></b><i>Escrita, s&eacute;ries iniciais, ensino fundamental,  escolas p&uacute;blicas.</i></font></p>          <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b><i>Abstract:</i></b><i> With the construction process of reading and writing  emphasizing literacy as a way to offer students and teachers means favorable  reflection on the difficulties of reading, and social importance that it is  turned on. Uses constructivist media, where mainly highlights social need, as  well as cultural transformation from a traditional pedagogical practice, and,  above all else, local capacity without coverage in an effective, comprehensive.  Thus, the proposal seeks to clarify learning specifying an interaction between  teachers and students in a way that it can result in learning. Proposes ways  research on the culture of the pedagogical work which identifies information  relevant to the process of teaching and learning. Shows that it is important to  use effective teaching practice, where the teacher should seek the most used  means to bring the student to think where looking through this, make logical  sense and articulate the content experienced in the room.</i></font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b><i>Keywords:</i></b><i> Writing, early grades, school, public schools.</i></font></p>   <hr size="1" noshade>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Atualmente, percebe-se que as escolas ainda est&atilde;o  presas aos m&eacute;todos tradicionais onde a crian&ccedil;a &eacute; um mero objeto a ser moldado,  no entanto, a literatura atual tem dado exemplos variados de forma como as  crian&ccedil;as podem aprender. O construtivismo, teoria defendida por Piaget, onde o  eixo principal do processo &eacute; mostrar a constru&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento por parte  do discente, passando e educando a ser visto como um sujeito que constr&oacute;i seu  conhecimento, tornando-se capaz de agir sobre o mundo, transformando-o e,  consequentemente, exercendo de forma plena sua cidadania. Segundo Ferreiro  (2010, p. 110) &ldquo;hoje a perspectiva construtivista considera a intera&ccedil;&atilde;o de  todos eles, numa vis&atilde;o pol&iacute;tica integral para explicar a aprendizagem&rdquo;.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Desta forma, o professor para se tornar construtivista  precisa desenvolver a habilidade, respeitando o n&iacute;vel de desenvolvimento do  educando, seus interesses e aptid&otilde;es, acompanhar o seu racioc&iacute;nio sem cort&aacute;-lo  ou imit&aacute;-lo com perguntas ou dire&ccedil;&otilde;es que imp&otilde;e outra dire&ccedil;&atilde;o ao pensamento  infantil, desviando-o do caminho que deseja ou a que pode chegar. Piaget.  (2012, p. 30) diz que: &ldquo;o ideal da educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; ensinar o m&aacute;ximo, maximizar  os resultados, mas &eacute; acima de tudo aprender a aprender, aprender a se  desenvolver, e aprender a continuar a se desenvolver, mesmo ap&oacute;s deixar a  escola&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Ao ingressar na escola, o aluno depare-se com uma  diversidade de objetos culturais com os quais, muitas vezes n&atilde;o est&aacute;  acostumado, pois fazem parte de pr&aacute;ticas sociais diversas daquelas que o grupo  familiar cultiva. &Eacute; fun&ccedil;&atilde;o da escola promover situa&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o  diferentes daquelas que ela habitualmente encontra. Ampliar o universo cultural  e letrado dos alunos &eacute; dever de todo professor, pois &eacute; a partir da amplia&ccedil;&atilde;o da  vis&atilde;o de mundo que podemos mentaliz&aacute;-los para que construam novas  possibilidades de comunica&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O objetivo da educa&ccedil;&atilde;o intelectual n&atilde;o &eacute; saber  repetir verdades acabadas, &eacute; aprender por si pr&oacute;prio [...]&rdquo; (Piaget, 1995, p.  69).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; preciso, portanto, criar situa&ccedil;&atilde;o que propiciem o  desenvolvimento das capacidades de falar, escutar, ler e escrever de acordo com  os diferentes usos dos contextos. Por exemplo, proporcionar aos alunos as  oportunidades de participar adequadamente de conversas formais ou informais; de  visitar lugares p&uacute;blicos portando-se segundo as regras sociais desses espa&ccedil;os  coletivos; de ler e de escrever para poder se relacionar melhor com o mundo que  os cerca. Essas a&ccedil;&otilde;es que possibilitam a apropria&ccedil;&atilde;o do saber letrado e a  inser&ccedil;&atilde;o no mundo de maneira mais eficiente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Leitura e  escrita na alfabetiza&ccedil;&atilde;o</i>. A escrita &eacute; um  meio de comunica&ccedil;&atilde;o criado e desenvolvido nas sociedades humanas, significa uma  ferramenta de adapta&ccedil;&atilde;o ao ambiente. Notadamente, fica evidenciado que  sobreviver dentro do contexto atual significa acima de qualquer coisa se comunicar,  logo, a escrita &eacute; uma das formas de comunica&ccedil;&atilde;o extremamente importante.  Segundo Ferreiro (2010), a import&acirc;ncia da escrita &eacute; devido ao papel que ela  desempenha nas rela&ccedil;&otilde;es constru&iacute;das no cotidiano.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conceito de leitura tem uma rela&ccedil;&atilde;o com o processo  de letramento, que tem como pressuposto o processo se ensino aprendizagem do  uso da tecnologia da l&iacute;ngua escrita. A leitura &eacute; uma porta aberta para o mundo,  atrav&eacute;s dela o leitor constr&oacute;i o seu conhecimento tornando-se um ser cr&iacute;tico  capaz de atuar na sociedade em que vive e modifica-a. Diante do que foi  exposto, a crian&ccedil;a poder&aacute; usar o recurso da l&iacute;ngua escrita em momentos de fala,  mesmo antes de ser alfabetizada. Afirma os Par&acirc;metros Curr&iacute;culos Nacionais &ldquo;A  leitura &eacute; um processo no qual leitor realiza um trabalho ativo de compreens&atilde;o e  interpreta&ccedil;&atilde;o do texto, a partir de seus objetivos, de seu conhecimento sobre o  assunto, sobre o autor de tudo que sabe a linguagem&rdquo; (Brasil. Par&acirc;metros  Curriculares Nacionais, 1998 p. 69).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Infelizmente no Brasil ler e escrever ainda s&atilde;o um  privilegio de poucos, afirma Piletti (2010, p. 17), &ldquo;ao falarmos no ato de ler,  queremos significar um processo din&acirc;mico e ativo, ou seja, ler um texto implica  n&atilde;o s&oacute; em aprender o seu significado, mas tamb&eacute;m trazer para esse texto nossa  experi&ecirc;ncia nossa vis&atilde;o de mundo&rdquo;. O fen&ocirc;meno do analfabetismo ainda se faz  muito presente. Este contexto refere-se tanto aqueles que n&atilde;o dominam o sistema  alfab&eacute;tico. Como tamb&eacute;m, aqueles que tiveram acesso limitado &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o ou  os que t&ecirc;m dificuldade do dom&iacute;nio neste campo. A alfabetiza&ccedil;&atilde;o &eacute; um dos  pressupostos b&aacute;sicos para o desenvolvimento de um povo. Os n&uacute;meros mostram um  quadro extremamente negativo na Am&eacute;rica com 45 milh&otilde;es de pessoas iletradas.  Mas, o analfabetismo n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de quantidade. Os analfabetos s&atilde;o os  mais pobres, segundo dados da UNESCO (Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a  Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura) (Farah, 2011).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Falar sobre leitura &eacute; algo complexo, e muito dessa  complexidade est&aacute; nos professores que ainda tem uma atua&ccedil;&atilde;o tradicional em sua  pr&aacute;tica em sala de aula. O professor leva o aluno a ser depende dele, n&atilde;o os  levando a terem sua pr&oacute;pria autonomia ao lerem um texto, onde tamb&eacute;m permitem  refletir sobre o sistema alfab&eacute;tico de escrita. Para Silva (apud Leal, 2004, p.  36) &ldquo;a crian&ccedil;a precisa n&atilde;o s&oacute; se apropriar do sistema de escrita, mas, tamb&eacute;m,  desenvolver as habilidades de leitura e produ&ccedil;&atilde;o de textos orais e escritos&rdquo;. Discutir  sobre a leitura e a escrita na alfabetiza&ccedil;&atilde;o tem se tornado, cada vez, mais uma  atividade arriscada. Dentre tantos riscos, o mais poss&iacute;vel &eacute;, o dos nossos  leitores nos acharem repetitivos ao afirmar que os professores alfabetizadores  devem alfabetizar letrando. N&atilde;o que seja na dire&ccedil;&atilde;o errada, mas querendo  acertar, muitas vezes, incorpora-se no erro de n&atilde;o se tratar das  especificidades do processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e de letramento.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Um problema que est&aacute; no &acirc;mbito desde discurso &eacute; o  tratamento aos alunos que ainda n&atilde;o escrevem e n&atilde;o leem com autonomia como eles assim j&aacute;  procedessem. Esse fato torna-se mais complexo quando, ao prescreverem a  alfabetiza&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de textos, muitas vezes, n&atilde;o se dedica tempo e esfor&ccedil;os  para orientar atividades em que os alunos reflitam sobre o sistema alfab&eacute;tico  de escrita. &Eacute; bom lembrar que viver em um mundo letrado, mediado por situa&ccedil;&otilde;es  de leitura e escrita, n&atilde;o &eacute; o mesmo que dominar esses processos com autonomia.  Se assim fosse n&atilde;o haveria adultos n&atilde;o alfabetizados.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">As crian&ccedil;as e os adultos que n&atilde;o dominam ainda o  sistema de escrita, podem, por exemplo, fazer infer&ecirc;ncias em um texto escrito  de diversas maneiras. Na leitura de r&oacute;tulos, por exemplo, esses alunos tentam  interpretar o escrito pela cor pela identifica&ccedil;&atilde;o de letras; eles fazem uso da  estrat&eacute;gia de sele&ccedil;&atilde;o, observando qual letra vem primeiro qual letra vem  depois, analisando o interior das palavras. Portanto, al&eacute;m das atividades de  leitura e produ&ccedil;&atilde;o de textos, deve-se propiciar tamb&eacute;m a reflex&atilde;o por parte do  aluno, das propriedades do sistema notacional de escrita. Salienta-se que as  propostas de leitura e produ&ccedil;&atilde;o de textos precisam ser planejadas,  considerando-se que os alunos ainda n&atilde;o dominam o sistema de escrita.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Processos de  aquisi&ccedil;&atilde;o dos c&oacute;digos alfab&eacute;ticos. </i>Historicamente o conceito de alfabetiza&ccedil;&atilde;o refere-se ao momento em que o  uso do sistema alfab&eacute;tico da escrita passa a ser ministrado com o prop&oacute;sito de  gerar aprendizado com obedi&ecirc;ncia de regras e din&acirc;micas do ensinar. Em linhas  gerais resume-se em produzir leitura pela compreens&atilde;o e capacidade de  decodificar os sinais gr&aacute;ficos, ou seja, o entendimento das letras, jun&ccedil;&atilde;o  delas com resultado em sons. Quanto &agrave; escrita, considera-se alfabetizado aquele  que tenha a capacidade de transformar os sons emitidos na sala em c&oacute;digos que  s&atilde;o chamados sinais gr&aacute;ficos, ou seja, as letras. Em resumo ler e escrever.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">A partir de 1980, o conceito apresentado anteriormente  sobre alfabetiza&ccedil;&atilde;o ganhou dimens&otilde;es novas, foi ampliado devido aos estudos e  trabalhos desenvolvidos por Ferreiro e Teberosky (2010). Estudos que  esclareciam melhor sobre as etapas que a crian&ccedil;a desenvolve antes e at&eacute; chegar  ao dom&iacute;nio da escrita, ou melhor, dizendo psicog&ecirc;nese da leitura e da escrita,  assim &eacute; chamado. De acordo com esses estudos tal aprendizado n&atilde;o podia se  manter mais reduzido ao dom&iacute;nio de fazer correspond&ecirc;ncia entre grafemas e  fonemas, ou seja, a alfabetiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podia continuar sendo apenas vista como  um processo de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m como processo de produzir e compreender  c&oacute;digos (c&oacute;digo e decodifica&ccedil;&atilde;o). Depois das pesquisas a alfabetiza&ccedil;&atilde;o passou a  se caracterizar como um processo mais ativo, por meio do qual a crian&ccedil;a desde  os seus primeiros contatos com a escrita, j&aacute; ia construindo hip&oacute;tese e  reconstruindo de acordo com o seu desenvolvimento, descobertas e o  funcionamento da l&iacute;ngua escrita, assim compreendida como um sistema de  representa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O caminho trilhado pela crian&ccedil;a se caracteriza por uma  sequencia de n&iacute;veis ligados a uma hierarquia de procedimentos, no&ccedil;&otilde;es e representa&ccedil;&otilde;es. Um  n&iacute;vel seria o estilo de comportamento da crian&ccedil;a para solucionar problemas em  dado movimento de seu processo construtivo do novo saber, (Russo, 2009/10). Sendo  assim, os n&iacute;veis de compreens&atilde;o da escrita, neste sentido a leitura e a escrita  intimamente ligadas.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A solu&ccedil;&atilde;o de problemas refere-se &agrave; situa&ccedil;&otilde;es  intelectuais ben&eacute;ficas para a crian&ccedil;a, pois &eacute; a partir dai que ela se sentir&aacute;  desafiada a buscar explica&ccedil;&otilde;es e respostas. Caracterizar os n&iacute;veis n&atilde;o implica  entend&ecirc;-los como algo linear, a psicog&ecirc;nese da l&iacute;ngua escrita n&atilde;o pode ser  inteiramente previs&iacute;vel, a sequ&ecirc;ncia dos n&iacute;veis n&atilde;o &eacute; ordem total prefixada,  mas sim parcial.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A crian&ccedil;a no n&iacute;vel pr&eacute;-sil&aacute;bico<u>,</u> representa com  rabisco, desenhos ou letras; acredita ao faz&ecirc;-lo, que est&aacute; escrevendo; n&atilde;o  percebe ainda a escrita como representa&ccedil;&atilde;o da fala. A crian&ccedil;a no n&iacute;vel sil&aacute;bico,  faz uma correspond&ecirc;ncia de quantidade de silabas para quantidade de silabas  para quantidade de letras, as letras usadas n&atilde;o demostram correspond&ecirc;ncia com o  valor do som das letras, por isso usa qualquer uma, n&atilde;o acredita que letras ou  s&iacute;labas possam ser repetidas numa palavra. A crian&ccedil;a no n&iacute;vel  sil&aacute;bico-alfab&eacute;tico, conhece o valor sonoro convencional de algumas ou de todas  as letras, j&aacute; consegue juntar s&iacute;labas, procura colocar letras que lhe  corresponde.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo Teberosky e Colomer (2007), quando as crian&ccedil;as  analisavam as s&iacute;labas, descobrem a vogal, que &eacute; o elemento com maior  sonoridade, n&uacute;cleo da s&iacute;laba. J&aacute; as vogais podem ser pronunciadas de forma  isolada, que n&atilde;o acontece com as &ldquo;consoantes&rdquo;. (da&iacute; a origem grega de seu nome,  &ldquo;soam em companhia de&rdquo;). Al&eacute;m disso, se considera que o nome e o valor sonoro  das vogais coincidem que sua frequ&ecirc;ncia gr&aacute;fica &eacute; de 50% nas palavras escritas,  percebe-se porque, ao escrever, as crian&ccedil;as tem prefer&ecirc;ncia pelas vogais.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Fazer coincidir a leitura com o que est&aacute; escrito sup&otilde;e  representa-se a mesma forma e n&atilde;o apenas o mesmo significado. Parece que a  crian&ccedil;a n&atilde;o espera encontrar transcritas todas as palavras da mensagem oral. O  texto lhe serve para provocar ou sugerir uma emiss&atilde;o oral, mas que n&atilde;o a  determinada totalmente (Teberosky e Colomer, 2007. p. 54). Assim, o importante  &eacute; n&atilde;o desvincular a leitura da escrita, nem seria poss&iacute;vel, tamb&eacute;m n&atilde;o se tira  a crian&ccedil;a do mundo para que olhe apenas paredes e letras. Existe um contexto  social onde todos est&atilde;o inseridos v&aacute;rios mundos dentro de um, portanto, todos  acontecendo ao mesmo tempo apesar das suas singularidades.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Representa&ccedil;&otilde;es  da linguagem falada por meio de sinais (letramento). </i>Em meados da d&eacute;cada de 80, essa palavra &ldquo;letramento&rdquo;,  surge no discurso de especialistas das ci&ecirc;ncias lingu&iacute;sticas e da educa&ccedil;&atilde;o,  como uma tradu&ccedil;&atilde;o da palavra da l&iacute;ngua inglesa <i>literacy</i>. Sua tradu&ccedil;&atilde;o se faz com objetivo de ampliar o conceito de  alfabetiza&ccedil;&atilde;o, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para o uso das habilidades de leitura e  escrita em pr&aacute;ticas sociais em ler e escrever &eacute; t&atilde;o necess&aacute;rio.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Por tr&aacute;s desse conceito a est&aacute; a ideia de que o  dom&iacute;nio e o uso da l&iacute;ngua escrita trazem consequ&ecirc;ncias sociais, culturais,  pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas, cognitivas; lingu&iacute;sticas para todos quer para o grupo  social em que seja introduzida, quer para o individuo que aprenda a us&aacute;-la.  Deste modo conceitua-se letramento, o resultado da a&ccedil;&atilde;o de usar as habilidades  de ler e escrever em pr&aacute;ticas sociais. Declara-se tamb&eacute;m como estado ou  condi&ccedil;&atilde;o que indiv&iacute;duos e grupos adquirem como consequ&ecirc;ncia de se ter  apropriado da l&iacute;ngua escrita e de se ter inserido num mundo organizado  diferente, que seria a cultura escrita.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave; variedade dos usos sociais da escrita e as  compet&ecirc;ncias a eles relacionados, desde como ler uma carta simples, escrever um  livro e outras, tornou-se frequentemente que se atribua n&iacute;veis de letramento &ndash;  dos animais elementares aos mais complexos, tendo em vista as formas pelas  quais as pessoas tem acesso a l&iacute;ngua escrita &ndash; com ampla autonomia, com ajuda  do professor, ou mesmo por meio de algu&eacute;m que escreve, por exemplo, cartas  ditadas por analfabetos, e as fun&ccedil;&otilde;es pelas quais o indiv&iacute;duo faz uso da  leitura e da escrita. Se, para distrair, para se informar ou se posicionar por  exemplo. Contudo, a literatura assume a exist&ecirc;ncia de tipos de letramento ou de  letramentos, no plural.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A leitura se faz presente nas linhas e nas  entrelinhas, tamb&eacute;m se pratica leitura sem que seja nas letras. &Eacute; poss&iacute;vel ler  ao se observar uma pintura, ao se ouvir uma m&uacute;sica, ao se perceber um gesto, ao  observa cenas do dia-a-dia, nas reflex&otilde;es nas disciplinas. Sem sequer que  percebemos estamos realizando algum tipo de leitura. At&eacute; a crian&ccedil;a, antes de  frequentar as institui&ccedil;&otilde;es de ensino, j&aacute; est&atilde;o se enchendo de leitura do mundo.  A&iacute; surge o questionamento: promover alfabetiza&ccedil;&atilde;o ou letramento? Pode-se  responder que os dois!</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Deve-se convir que at&eacute; o mais simples conceito sobre o  que seria a aquisi&ccedil;&atilde;o do sistema da escrita tem o seu valor e deu sua  contribui&ccedil;&atilde;o, neste aspecto n&atilde;o se pode ignorar o fato real de que vivemos em  um mundo onde as letras, as palavras, as informa&ccedil;&otilde;es escritas nos rodeiam  permeiam entre n&oacute;s; elas est&atilde;o presentes em todos os lugares e desde o  nascimento j&aacute; nos deparamos com as tais letras, independente do conhecimento ou  apropria&ccedil;&atilde;o que se tem, uma coisa &eacute; certa, elas j&aacute; est&atilde;o l&aacute; fazendo parte do  cotidiano de todas as pessoas, e por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a, do ciclo de vida.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Freire e Donaldo (1990, p. 10). Diz que &ldquo;a  alfabetiza&ccedil;&atilde;o deve realizar-se em conjunto com pr&aacute;ticas culturais promovendo a  mudan&ccedil;a emancipada&rdquo;. E nessa proposta sugere-se que o processo de alfabetizar  seja desenvolvido dentro do programa que envolva o letramento, para que assim a  leitura para o aluno transmita uma funcionalidade, que isto lhe sirva de compress&atilde;o  e de pr&aacute;tica social e tamb&eacute;m cultural necess&aacute;rias; que seja pr&aacute;tica  emancipadora ao homem.</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"> Ainda nesta proposta, Soares (2011) vem definir o  letramento em estado ou codifica&ccedil;&atilde;o de quem n&atilde;o apenas sabe ler e escrever, mas  cultiva e exerce as pr&aacute;ticas sociais. Em outras palavras a alfabetiza&ccedil;&atilde;o,  comungando com a proposta do letramento, fornecer&atilde;o ao indiv&iacute;duo capacidades  diversas e habilidades compat&iacute;veis para que o pr&oacute;prio se desenvolva com as  variadas demandas sociais de leitura e escrita, porque o que de modo intenso  tem ocorrido &eacute; que os alunos estacionam no sistema de integra&ccedil;&atilde;o de letras e  n&atilde;o tem usufru&iacute;do disso, n&atilde;o tem interagido, sequer compreendido as atividades  de leituras lidas. Por n&atilde;o corresponder ao letramento a fun&ccedil;&atilde;o da leitura fica  limitada, j&aacute; que o aluno, dela n&atilde;o faz uso algum.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">&ldquo;Se uma crian&ccedil;a sabe ler, mas n&atilde;o &eacute; capaz de ler um  livro, uma revista , um jornal; se sabe escrever&nbsp; palavras e frases, mas n&atilde;o &eacute; capaz de  escrever uma carta, &eacute; alfabetizado, mas n&atilde;o &eacute; letrado&rdquo; (Soares, 2011, p. 05).  Esta infelizmente &eacute; a realidade de mais de 50% de alunos de escola p&uacute;blica no  Brasil. </font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; de indiscut&iacute;vel relev&acirc;ncia, e importante que as  pr&aacute;ticas pedag&oacute;gicas sejam repensadas, elaboradas e desenvolvidas em prol de  favorecer os alunos no que conserve seu crescimento, ultrapassar as  compet&ecirc;ncias limitadas que aprisionam os educandos na decifra&ccedil;&atilde;o do c&oacute;digo  escrito para um est&aacute;gio, mais avan&ccedil;ado (do letramento) de modo que possibilite  ao aluno pensar, compreender, trocar informa&ccedil;&otilde;es com os demais e interagir com  o lido. &ldquo;O ato de ler &eacute; uma atividade de intera&ccedil;&atilde;o entre sujeitos e sup&otilde;e muito  mais que as simples decodifica&ccedil;&atilde;o dos sinais gr&aacute;ficos&rdquo; (Antunes, 2011. p. 67).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Assim, sabe-se que h&aacute; uma diversidade infinda de  saberes que diferem dos nossos. A leitura por sua vez, torna poss&iacute;vel o  encontro entre o sujeito e os outros mundos encontrados no contexto existente.  &ldquo;porque n&atilde;o h&aacute; encontro com ningu&eacute;m do outro lado do texto&rdquo; (Antunes, 2011. p.  27).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A alfabetiza&ccedil;&atilde;o e letramento juntos garantir&atilde;o  conquistas valiosas, a de n&atilde;o apenas ler e registrar de forma autom&aacute;tica e  aut&ocirc;noma palavras numa escrita alfab&eacute;tica, mas o de poder ler, compreender e  produzir os textos que compartilhamos socialmente como cidad&atilde;os, adquirindo,  contudo, familiaridade com a escrita e apropria&ccedil;&atilde;o das diferentes pr&aacute;ticas  sociais em que os textos circulam. Utilizados todos os argumentos, alfabetizar  letrando &eacute; a proposta.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>A Pr&aacute;tica  pedag&oacute;gica contempor&acirc;nea na escola publica. </i>A distribui&ccedil;&atilde;o do saber escrito no Brasil &eacute; marcada historicamente pela  inclus&atilde;o das camadas populares do processo escolar. A exclus&atilde;o da escola atinge  a todos a que a ela n&atilde;o t&ecirc;m acesso pela inexist&ecirc;ncia de politicas p&uacute;blicas  adequadas &agrave;s demandas sociais no ensino fundamental. Ela est&aacute; ligada &agrave; baixa  produtividade da escola nas suas tarefas de ensino-aprendizagem e concretiza-se  nos mecanismos de seletividade intra-escolar denominadas de reprova&ccedil;&atilde;o  repet&ecirc;ncia e evas&atilde;o escolar. A esse respeito Rosenberg (1984, p. 21) declara  que &ldquo;a escola n&atilde;o &eacute; um bloco r&iacute;gido, est&aacute;tico a servi&ccedil;o dos interesses da  classe dominante. H&aacute; vida inteligente e insatisfeita no interior desse  sistema&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Essa vida inteligente e insatisfeita gesta no novo, o  alternativo no cotidiano escolar, que por sua vez pode gerar ruptura e reverte.  As pesquisas que se desenvolveram no s&eacute;culo XX, no &acirc;mbito do ler e do escrever  indicam mudan&ccedil;a do papel da escola e consequentemente, da a&ccedil;&atilde;o docente, frente  ao ler e ao escrever.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Para Zilberman (1998, p. 19), a leitura reproduz a  conveni&ecirc;ncia com mundo exterior, em virtude disto, o ato de ler se configura  com uma rela&ccedil;&atilde;o privilegiada com real, que engloba tanto o conv&iacute;vio com a  linguagem como exerc&iacute;cio hermen&ecirc;utico de interpreta&ccedil;&atilde;o dos significados ocultos  deste modo &agrave; tarefa de deciframentos se implanta outra, a de preenchimento  executado particularmente por cada leitor imiscuindo suas viv&ecirc;ncias e  imagina&ccedil;&atilde;o. Caracterizando a experi&ecirc;ncia fundamental da realidade, a leitura  pode ser classificada como mediadora entre cada ser humano e se presente.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Piaget (2007), considera evidente que o educador  continua indispens&aacute;vel a t&iacute;tulo de animador, para criar situa&ccedil;&otilde;es e armar  dispositivos iniciais capazes de suscitar problemas uteis &agrave; crian&ccedil;a, e para  organizar em seguida contra exemplos que leva reflex&atilde;o e abriguem ao controle  das solu&ccedil;&otilde;es demasiado apressadas, o que se deseja &eacute; que o professor deixe de  ser apenas um conferencista e que estimule a pesquisa e o esfor&ccedil;o ao inv&eacute;s de  se contentar com a transmiss&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es j&aacute; prontas.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Quando algu&eacute;m aprende algo novo &eacute; como se conquistasse  uma posi&ccedil;&atilde;o melhor, um outro n&iacute;vel, para aprender outras coisas. Nesse sentido  a aprendizagem produz novos n&iacute;veis de desenvolvimento, essa posi&ccedil;&atilde;o deixa o  professor mais livre para ensinar e estimular fun&ccedil;&otilde;es do conhecimento que ainda  n&atilde;o se completaram. Atualmente o aluno deve ser visto como algu&eacute;m que contribui  para sua aprendizagem de forma ativa: seleciona, assimila, interpreta e  generaliza informa&ccedil;&atilde;o sobre o seu meio f&iacute;sico e social.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Becker (2005, p. 01) cita o encontro de Piaget e  Freire para explicar a teoria, &ldquo;a aprendizagem mediante constru&ccedil;&otilde;es e tomadas  de consci&ecirc;ncia e reflex&otilde;es uma aprendizagem pala pr&aacute;xis constru&iacute;da tanto pelo o  educando, quanto pelo o educador: uma aprendizagem ativa operat&oacute;ria&rdquo;. Ainda  citando Becker (2005) que relaciona o fazer e compreender de Piaget ao agir o  refletir de Freire desde que os dois sejam dialeticamente entendidos. O autor  relaciona a tomada de consci&ecirc;ncia em Piaget ao processo de conscientiza&ccedil;&atilde;o em  Freire como processos quase id&ecirc;nticos desde que entendemos como atividade  criadora e intensiva do pr&oacute;prio homem.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo com Vygotsky (2007, p. 252), &ldquo;na medida em  que a crian&ccedil;a toma conhecimento pela primeira vez do significado de uma nova  palavra, processo de desenvolvimento dos conceitos n&atilde;o termina, est&aacute; apenas come&ccedil;ando&rdquo;.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante que o professor pense nas crian&ccedil;as como  sujeitos ativos que participam e interv&ecirc;m no que acontece ao seu redor, porque  suas a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o tamb&eacute;m forma de reelabora&ccedil;&atilde;o e de recria&ccedil;&atilde;o do mundo.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nos seus processos interativos, a crian&ccedil;a n&atilde;o apenas  recebe, mas tamb&eacute;m cria e transforma, &eacute; constitu&iacute;da na cultura e tamb&eacute;m &eacute;  produtora da cultura. Essas colabora&ccedil;&otilde;es s&atilde;o bastante provocativas para escola,  especialmente para o trabalho com as crian&ccedil;as nos anos iniciais do ensino  fundamental, quando se inicia o processo de sistematiza&ccedil;&atilde;o de conceito e  formaliza&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Ensino da leitura: planejamento e finalidade. </i>Planejar o que fazer todos os dias nem sempre &eacute; f&aacute;cil.  No entanto, o planejamento ajuda a aproveitar melhor o tempo e repassar o que  deve ser feito em sala de aula.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Sem o planejamento, o trabalho torna-se repetitivo ou  vazio. N&atilde;o estamos, com isso, dizendo que se pode planejar tudo, isso n&atilde;o &eacute;  verdade. A din&acirc;mica da escola &eacute; realmente muitas vezes imprevis&iacute;vel e precisa  ser improvisada. No entanto, improvisa-se melhor quando se tem a vis&atilde;o do todo,  quando se sabe aonde se que chegar e quando se tem outras refer&ecirc;ncias de  situa&ccedil;&otilde;es planejadas que possam ser tomadas como modelo para as novas  situa&ccedil;&otilde;es. Essa vis&atilde;o global inclui a clareza sobre o que deve ensinar.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Falando sobre a &aacute;rea da l&iacute;ngua portuguesa, &eacute; preciso  organizar o tempo de modo a contemplar situa&ccedil;&otilde;es de ensino nos quatro eixos  b&aacute;sicos: linguagem oral, leitura, produ&ccedil;&atilde;o de textos escritos e an&aacute;lise  lingu&iacute;stica No entanto, o objetivo &eacute; refletir sobre o planejamento do ensino da  leitura, atendendo que &eacute; preciso variar as finalidades de leitura a fim de  atingir diferentes objetivos did&aacute;ticos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nesta perspectiva Jacques Bernardin (2003, p. 53)  afirma que: atualmente, as pesquisas convergem para uma defini&ccedil;&atilde;o de leitura ao  que parece, n&atilde;o pode ser reduzida nem &agrave; escrita decodifica&ccedil;&atilde;o (modelo  ascendente), nem a uma pura antecipa&ccedil;&atilde;o (modelo descendente). H&aacute; um acordo em  torno do modelo probabil&iacute;stico e interativo: o aprendiz-leitor deve implantar  institui&ccedil;&otilde;es sem&acirc;nticas (antecipa&ccedil;&otilde;es, bem distintas); 1) produzir intui&ccedil;&otilde;es  sem&acirc;nticas (antecipa&ccedil;&otilde;es, previs&otilde;es de significados); 2) buscar ind&iacute;cios  gr&aacute;ficos diversos (letras, s&iacute;labas, palavra, pontua&ccedil;&atilde;o, marcadores gramaticais,  entre outros).&nbsp; </font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Assim, partindo da concep&ccedil;&atilde;o interacionista de  leitura, concebe-se que ler &eacute; uma atividade social e que, portanto, as  caracter&iacute;sticas cognitivas s&atilde;o adequadas aos prop&oacute;sitos de leitura, &agrave;s  finalidades que orientam nossa a&ccedil;&atilde;o de ler. Quem l&ecirc;, l&ecirc; um texto para algum  fim. As caracter&iacute;sticas desse texto e essa finalidade de leitura relevante,  ajudando a prever o que vir&aacute; e a adotar estrat&eacute;gias de leitura adequada a tais  prop&oacute;sitos.</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"> Na escola, precisa-se planejar situa&ccedil;&otilde;es que levem os  alunos a desenvolver estrat&eacute;gias de leitura diversificadas e conhecimentos  apropriados para diferentes contextos de intera&ccedil;&atilde;o. Ensinar a ler &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o  inclusiva, pois possibilita o indiv&iacute;duo ter a diferentes informa&ccedil;&otilde;es e  participam de eventos de letramento que ampliam sua participa&ccedil;&atilde;o na sociedade.  Colabora, portanto, para a constru&ccedil;&atilde;o da identidade cidad&atilde; dos alunos.</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, a leitura &eacute; indispens&aacute;vel para o  pr&oacute;prio processo de escolariza&ccedil;&atilde;o. As dificuldades de leitura provocam  consequ&ecirc;ncias negativas na aprendizagem de todas as outras &aacute;reas de  conhecimento, pois, na esfera cientifica, o texto escrito &eacute; o principal  instrumento de circula&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Desse modo, &eacute; preciso ajudar os alunos a desenvolver  capacidades que possibilitem atender diferentes finalidades de leitura,  presentes na escola e fora dela. Um primeiro passo para isso &eacute; fazer com que os  alunos tomem consci&ecirc;ncia sobre os diferentes modos de ler, relacionados aos  diferentes prop&oacute;sitos de leitura na sociedade.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Tende-se a achar que as crian&ccedil;as podem, por um lado,  n&atilde;o articular o que se aprende na escola com o que &eacute; necess&aacute;rio saber dela, e,  por outro lado, n&atilde;o terem parado para pensar sobre tal tipo de quest&atilde;o, n&atilde;o  refletindo que essas pr&aacute;ticas implicam diferentes finalidades para se ler. Essa  consci&ecirc;ncia pode ser um bom come&ccedil;o para que a crian&ccedil;a adote estrat&eacute;gias  diversas a partir da reflex&atilde;o sobre as finalidades que guiam a leitura. A  seguir ser&atilde;o abordadas algumas dessas finalidades refletindo sobre a  import&acirc;ncia de contempl&aacute;-los na escola. Ler por prazer &eacute; o que faz leitores de  fato, ou seja, &eacute; o que impulsionam o aluno a buscar mais e mais textos,  fazendo-os usufruir o direito de negar um texto, escolher outro texto pedir  sugest&otilde;es, dar sugest&otilde;es.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Na escola, parece muitas vezes, haver certa  desvincula&ccedil;&atilde;o entre leitura e prazer. Na verdade, n&atilde;o se defende que ler na  escola seja sempre um ato de frui&ccedil;&atilde;o. No entanto, &eacute; fundamental que possa ser,  tamb&eacute;m, deleite, para que essa institui&ccedil;&atilde;o passe a constituir-se, de fato, como  um espa&ccedil;o de forma&ccedil;&atilde;o de leitores. Silva apud Leal (2004, p. 43) assegura que  &ldquo;na escola, as experi&ecirc;ncias com a linguagem escrita tendem a ser marcadas por  uma reprodu&ccedil;&atilde;o de significados desvinculados das experi&ecirc;ncias discursivas  cotidianas do aluno&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O autor, repetidas vezes, alerta para o fato de que  com frequ&ecirc;ncia, no espa&ccedil;o escolar, dissemina-se a imagem do leitor oculto, que  deve ler determinadas obras e n&atilde;o outras, e a no&ccedil;&atilde;o de que est&aacute; registrado em  absoluto, verdadeiro e imut&aacute;vel. Assim, desfaz-se a possibilidade de condu&ccedil;&atilde;o  de projetos de leituriza&ccedil;&atilde;o em que o leitor seja encarado como um agente ativo  de constru&ccedil;&atilde;o de sentidos. Assim, torna-se essencial ajudar o aluno a  desenvolver a autonomia na leitura, possibilitando o acesso a textos interessantes  para ele, promovendo situa&ccedil;&otilde;es em que o texto seja oferecido como uma fonte de  deleite. </font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"> Para tal, torna-se necess&aacute;rio definir princ&iacute;pios  b&aacute;sicos da a&ccedil;&atilde;o educativa, tais como o de variar os textos a serem lidos,  deixando os jovens livres para recusarem o que n&atilde;o quiserem ler; possibilitando  o acesso a diferentes materiais de leitura, buscando aprender as preferencias  do grupo; planejar situa&ccedil;&otilde;es de leitura coletiva e atividades l&uacute;dicas a partir  das leituras e outros, pois, como diz Freire apud Leal (2004, p. 47) &ldquo;a leitura  do mundo precede a leitura da palavra&rdquo;.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Interagir por meio de textos escritos &eacute; o fundamento  b&aacute;sico da leitura. As cartas, os convites, os e-mails, os an&uacute;ncios, as  propagandas s&atilde;o escritos para causar efeitos nos que leem. Leem esses materiais  para aprender o que eles querem dizer, para interagir atrav&eacute;s deles. Na escola,  esses materiais podem ser abundantes e frequentes. As cartinhas de amor que se  recebe dos alunos mostram o quanto essa finalidade pode ser mobilizada na  escola. Nesses casos, os alunos querem realmente expressar seus sentimentos e  fazer isso atrav&eacute;s da escrita.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; fundamental, portanto, que procurem, de fato,  promover situa&ccedil;&otilde;es em que as cartas e outros textos usados como finalidades  relacionadas do di&aacute;logo entre pessoas apare&ccedil;am em situa&ccedil;&otilde;es significativas de  interlocu&ccedil;&atilde;o. As cartas &agrave; reda&ccedil;&atilde;o, por exemplo, s&atilde;o &oacute;timos exemplos de  materiais que podem suscitar excelentes trabalhos em sala de aula.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Melo (1999, p. 22), em sua pesquisa, revela que: atrav&eacute;s  das cartas &agrave; reda&ccedil;&atilde;o, os leitores comuns podem participar do debate publico,  podem fazer, ouvi, opinar sobre o que est&aacute; acontecendo nas diferentes esferas  sociais, podem tomar parte nas discuss&otilde;es de car&aacute;ter pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e  social que est&atilde;o em foco. A carta &agrave; reda&ccedil;&atilde;o transforma-se, portanto, num espa&ccedil;o  de discuss&atilde;o de debate de opini&otilde;es. Nas cartas os leitores defendem ideias,  doutrinas, cren&ccedil;as, ou seja, posicionam-se publicamente como sujeitos. Dentre  os motivos da leitura, est&aacute; o de procurar orienta&ccedil;&otilde;es sobre como fazer (uma  comida, um brinquedo de sucata, participar de um concurso, dentro outros).  Essas finalidades geralmente s&atilde;o atrelados &agrave; busca de textos injuntivos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Val (2003, p. 135) explica que esses textos se  caracterizam: por organizar informa&ccedil;&otilde;es e instru&ccedil;&otilde;es ou ordens com a finalidade  de orientar determinado comportamento do interlocutor. Tamb&eacute;m chamado de  instrucional, esse tipo de texto se manifesta, por exemplo, nos g&ecirc;neros, regras  de jogo, receitas culin&aacute;rias, instru&ccedil;&otilde;es de uso de m&aacute;quinas e aparelhos eletrodom&eacute;sticos,  entre outros. Na escola, esses textos tamb&eacute;m se fazem presentes. No entanto, &eacute;  importante que busquem sobre os modos como s&atilde;o lidos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, a busca por informa&ccedil;&otilde;es pode  estar presente, n&atilde;o se pode deixar de ressaltar que alguns textos e algumas  pr&aacute;ticas da leitura que est&atilde;o mais intimamente motivadas pela busca de  conhecimentos. Os jornais, as revistas, os livros e peri&oacute;dicos cient&iacute;ficos, por  exemplo, s&atilde;o suportes usados predominante para a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimentos.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Na escola, aliar&aacute; a leitura de textos desses suportes  a esses tipos de finalidades &eacute; uma estrat&eacute;gia did&aacute;tica de levar os alunos a  aprender a selecionar, organizar, articular e comparar informa&ccedil;&otilde;es de um ou  mais textos. Ler para estudar tamb&eacute;m &eacute; uma finalidade importante dentro e fora  da escola. Saber estudar, desenvolver modos de acessar texto para compreender  sobre um tema, para guardar informa&ccedil;&otilde;es na mem&oacute;ria e, tamb&eacute;m, uma finalidade  leg&iacute;tima, que pode ajudar o aluno a progredir na escola, a dar continuidade ao  processo de escolariza&ccedil;&atilde;o.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, pode-se, tamb&eacute;m estimular a pr&aacute;tica de  leitura de jornais, realizando, em algum momento do planejamento, atividades de  socializa&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias lidas. Deixar que os alunos selecionam textos para ler  o grupo e levar textos sobre temas atuais para ler para eles e solicitar a  opini&atilde;o deles sobre a mat&eacute;ria &eacute; uma boa maneira de mostrar que, no dia-a-dia,  fora da escola, essa finalidade tamb&eacute;m est&aacute; presente entre as pessoas.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A busca de informa&ccedil;&otilde;es &eacute; tamb&eacute;m necess&aacute;ria para o  trabalho da escrita, &eacute; preciso ter o que dizer, Zaias e Esteves (2004, p. 103)  salientam que, &ldquo;com efeito, a capacidade de planejar os conte&uacute;dos&nbsp; de um texto relacionam-se com a capacidade de  selecionar a informa&ccedil;&atilde;o relevante de outros textos. Isso &eacute; o que acontece para  compor um texto, busca-se informa&ccedil;&otilde;es em outros&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Assim, na escola, os alunos precisam aprender que  escrever um texto n&atilde;o &eacute; copiar texto, como, &agrave;s vezes, acontece com os trabalhos  solicitados pelos professores. &Eacute; necess&aacute;rio n&atilde;o aceitar que os alunos adotem  essa postura. &Eacute; preciso mostrar que buscar fontes de conhecimento em outros  textos n&atilde;o os autoriza a copiar esses outros textos sem resguardar a autoria  deles. &Eacute;, portanto obrigat&oacute;rio ajudar os alunos a ler para escrever de modo  cr&iacute;tico, verdadeiro e honesto.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A leitura tamb&eacute;m &eacute; importe para a escritura do texto,  no que se refere ao que se repete ao processo de revis&atilde;o Sautchuck (2010) em um  estudo sobre produ&ccedil;&atilde;o de texto, tentando dar as pistas para que o outro a  compreenda, e pelo leitor, que usando seus conhecimentos pr&eacute;vios e suas  capacidades, reconstr&oacute;i os sentidos, muitas vezes alterando o que era intera&ccedil;&atilde;o  do autor. Nessa discuss&atilde;o Sautchuk (2010) acrescenta que, entre esses dois  interlocutores aparece uma outra entidade, que &eacute; o leitor interno. Ao escrever,  deve-se ler o que foi elaborado, assumido as representa&ccedil;&otilde;es que se sup&otilde;em serem  do leitor externo, ou seja, deve-se ler o propor texto como se fosse o leitor  para o qual o texto se destina.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Essa atividade de ler para revisar precisa ser  aprendida, pois exige de quem l&ecirc; um olhar atento ao conte&uacute;do e a forma textual.  Precisa-se ler segmentando a organiza&ccedil;&atilde;o sequencial est&aacute; bem estruturada. S&atilde;o,  portanto, capacidades especificas que podem ser aprendidas na escola. Por fim,  n&atilde;o se pode esquecer que, na escola tamb&eacute;m se l&ecirc; para aprender. Sabe-se,  obviamente, que quando se ler com as finalidades j&aacute; descritas, est&aacute; aprendendo  a ler e desenvolvendo estrat&eacute;gias de leitura.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">No entanto, um trabalho sistem&aacute;tico de ensino de  leitura pode ser imprescind&iacute;vel para avaliar que capacidades os alunos j&aacute;  desenvolveram e o que ainda n&atilde;o conseguiam desenvolver. Assim, planejam-se  situa&ccedil;&otilde;es de leituras com finalidades diversas, e, ao mesmo tempo prop&otilde;em-se  atividades para dar conta de desenvolver finalidades. Essa consci&ecirc;ncia por  parte do professor &eacute; fundamental para que ele, ao mesmo tempo, diversifique as  diversidades de leitura para aproximar os alunos das diferentes esferas sociais  de interlocu&ccedil;&atilde;o e proponha atividades que ajudem a desenvolver as estrat&eacute;gias  de leitura, necess&aacute;rios ao pr&oacute;prio progresso de escolariza&ccedil;&atilde;o e de acesso aos  textos diversos.</font></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Batista (2004, p.20) atenta que: parafraseando Pierre  Bourdieu, um texto muda a partir do momento em que muda o mundo social em que  se introduz. Se isso &eacute; verdade ao entrar na esfera escolar, um texto se altura  e se transforma, recebendo dessa configura&ccedil;&atilde;o social em que &eacute; introduzido os  significados, as fun&ccedil;&otilde;es e as marcas, enfim, dos conflitos, das diferentes  posi&ccedil;&otilde;es e das distintas tomadas de posi&ccedil;&atilde;o envolvidas no jogo que nessa  configura&ccedil;&atilde;o se joga. Assim, ao entrar na esfera escolar, um texto &eacute;  reconstru&iacute;do e perde e ganha tra&ccedil;os que podem ser revelados dos processos  sociais que nessa esfera se realizam.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Estrat&eacute;gias de  Leitura. </i>As estrat&eacute;gias de leitura implicam um controle  planejado e deliberado de a&ccedil;&otilde;es cognitivas do leitor com vista &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de  sentido. Sintetizando, enquanto lemos a intera&ccedil;&atilde;o com o texto &eacute; regulada pela  intera&ccedil;&atilde;o, assim como para um conjunto de certas estrat&eacute;gias que ativamos  durante a leitura. As principais estrat&eacute;gias utilizadas na atividade de leitura  visam: tra&ccedil;ar objetivos para a leitura, selecionar informa&ccedil;&otilde;es do texto, ativar  os conhecimentos pr&eacute;vios, antecipar sentidos no texto, elaborar infer&ecirc;ncias, avaliar  e controlar a compreens&atilde;o do texto. Finalmente, enfatiza-se mais uma vez que o  desenvolvimento das estrat&eacute;gias descritas n&atilde;o constitui, necessariamente, uma  decorr&ecirc;ncia natural da requisi&ccedil;&atilde;o da leitura.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi fundamentada em uma vis&atilde;o construtivista  tendo como pano de fundo o estudo bibliogr&aacute;fico de Ferreiro, Freire, Piaget,  Teberosky e Vygotsky, buscando subs&iacute;dios para uma aprendizagem abrangente e  significativa, onde os mesmos contribuir&atilde;o para o incentivo a leitura com  crian&ccedil;as de 6 a 9 anos nas escolas p&uacute;blicas de Olinda-PE.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Como objetivos busca-se compreender os m&eacute;todos de  incentivo &agrave; leitura empregados dentro e fora do contexto escolar, buscando-se  detectar meios mais frequentes na aplica&ccedil;&atilde;o dos mesmos, com a finalidade de  promover a forma&ccedil;&atilde;o de leitores cr&iacute;ticos e criativos no processo  ensino-aprendizagem criando m&eacute;todos e estrat&eacute;gias que conscientize a pr&aacute;tica de  leitura, sendo em casa ou em sala de aula, inovando os trabalhos dos docentes,  no sentido que os pais estimulem o desenvolvimento cognitivo das crian&ccedil;as.  Dando &ecirc;nfase aos questionamentos a respeito da leitura e aos desafios  encontrados pelos profissionais da educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>METODOLOGIA </b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O estudo da pesquisa foi realizada em 06 escolas  municipais de Olinda. O universo estudado comp&ocirc;s da seguinte amostra (06  unidades do ensino fundamental) todas da rede oficial de ensino do munic&iacute;pio  localizadas na cidade de Olinda-PE. A amostra foi obtida por uma popula&ccedil;&atilde;o e  por um processo aleat&oacute;rio. A t&eacute;cnica utilizada para coleta de dados constou de  um question&aacute;rio aplicado a 12 professores e 30 alunos das escolas pesquisadas,  contendo 3 quest&otilde;es objetivas para os alunos e 3 para os professores. A an&aacute;lise  de conte&uacute;do e a discuss&atilde;o se far&atilde;o mediante o tipo de pesquisa qualitativa. </font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Otilde;ES</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os resultados coletados no question&aacute;rio realizado com  professores e alunos do ensino fundamental I no munic&iacute;pio de Olinda-PE.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Conforme o questionamento &iquest;Voc&ecirc; gosta de ler durante  as aulas de portugu&ecirc;s?, os alunos afirmaram que gostam de ler, num total de 21,  porque aprende a hist&oacute;ria com os professores, enquanto que 9 n&atilde;o gostam de ler,  porque tem vergonha de ler em voz alta. </font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo Antunes e Garcez (2009, p. 10) &ldquo;quando crian&ccedil;a  ouve uma hist&oacute;ria, aparecia suas ilustra&ccedil;&otilde;es, tem experi&ecirc;ncias que ter&atilde;o  sentido para ela. Sentimento e fala, passam a fazer parte do desenvolvimento  intelectual&rdquo;. </font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo a questionamento &iquest;Como &eacute; a biblioteca da sua  escola? com as respostas de 15 alunos, os mesmos afirmaram que a biblioteca &eacute;  organizada e diversificada de materiais; 9 alunos disseram que a biblioteca &eacute;  s&oacute; cantinho da leitura e; 6 conclu&iacute;ram que n&atilde;o tem acesso a biblioteca, por&eacute;m,  n&atilde;o quiserem dizer o porque (<b><i><a href="#1a05f1">Figura 1</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v9n1/1a05f1.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Teberosky &amp; Colomer (2007, p. 146) dizem que: &Eacute;  evidente que os alunos da biblioteca dar&atilde;o &agrave;s crian&ccedil;as a medida do que podem  esperar a leitura. Ainda que nessas idades a media&ccedil;&atilde;o do adulto seja quase mais  importante do que a qualidade intr&iacute;nseca dos livros, tudo ser&aacute; mais f&aacute;cil, sem  d&uacute;vida, com uma boa sele&ccedil;&atilde;o, especialmente &agrave; medida que os alunos progridem em  termos de autonomia. Portanto, os professores tem que procurar incentivar os  alunos a ler, e lev&aacute;-los sempre a biblioteca da escola, para ter contato com os  mesmos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O questionamento &iquest;Voc&ecirc; &eacute; estimulado pela sua fam&iacute;lia a  desenvolver a leitura? Percebe-se que 18 dos alunos questionados afirmaram que  s&atilde;o estimulados pela fam&iacute;lia a desenvolver a leitura e apenas 12 alunos  conclu&iacute;ram afirmando que n&atilde;o s&atilde;o estimulados e incentivados pela fam&iacute;lia a  praticar a leitura. Andrade (apud, Monteiro, 2004, p. 58) afirma que, &ldquo;a  fam&iacute;lia &eacute; o primeiro n&uacute;cleo social que abriga o homem. &Eacute; ela quem vai dar  condi&ccedil;&otilde;es &agrave; crian&ccedil;a de constituir seus modelos, de aprender e aprender&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Question&aacute;rio  realizado com os professores</i>. Como se pode  observar na <b><i><a href="#1a05t1">tabela 1</a></i></b>, 6 dos  professores afirmaram que os recursos did&aacute;ticos utilizados nas aulas de leitura  s&atilde;o os livros diversificados, outros 3 afirmaram que os recursos s&atilde;o os textos  mimeografados e tamb&eacute;m 3 professores relataram que utilizam revistas e jornais  como materiais did&aacute;ticos para a explora&ccedil;&atilde;o das aulas de leitura.</font></p>      <p align="center"><a name="1a05t1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v9n1/1a05t1.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Deve-se lembrar as palavras de Antunes e Garcez (2009,  p. 24). &ldquo;o importante &eacute; que o trabalho com a leitura de textos liter&aacute;rios seja  prazerosos e cont&iacute;nuos. Assim, a leitura passa efetivamente a fazer parte da  vida da crian&ccedil;a, o que &eacute; uma fonte inesgot&aacute;vel de alegria e felicidade&rdquo;. Portanto,  &eacute; importante que todas as escolas tenham todos os recursos did&aacute;ticos, para que  os alunos tenham o prazer de estudar, e que os professores estejam bem  preparados para usar estes recursos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nota-se nesta quest&atilde;o &iquest;Como &eacute; a biblioteca da sua  escola? que 8 dos professores pesquisados, asseguraram que o material da  biblioteca da sua escola &eacute; regular para o incentivo da leitura, j&aacute; 4 dos  professores afirmaram que &eacute; ruim, apresenta um material insuficiente para a  leitura dos alunos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo Teberosky e Colomer. (2007, p. 110). Em muitas  salas de aula verifica-se n&atilde;o apenas uma escassez de material, mas tamb&eacute;m uma  organiza&ccedil;&atilde;o e uma posi&ccedil;&atilde;o tais que o material fica fora da vis&atilde;o da crian&ccedil;a:  cartazes ou textos longe do alcance da crian&ccedil;a, acima do quadro-negro ou do  arm&aacute;rio, que a deixem sem a possibilidade de chegar a eles por seus pr&oacute;prios  meios. Est&aacute; demonstrado que a proximidade f&iacute;sica dos livros influi no interesse  e no entusiasmo das crian&ccedil;as. Por isso, &eacute; importante colocar as bibliotecas, as  prateleiras e os arm&aacute;rios ao alcance do aluno.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nesta etapa, &iquest;Como voc&ecirc; v&ecirc; o trabalho de leitura em  sala de aula? professor observa o trabalho de leitura em sala de aula,  percebe-se que 8 dos professores pesquisados afirmaram que est&aacute; &oacute;timo o  ensino-aprendizagem sendo trabalhado envolvendo a leitura em sala de aula; 3  professores afirmaram que o trabalho de leitura em sala de aula &eacute; regular e 1  professor afirmou que esse trabalho &eacute; ruim.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo Barbosa (1994), o professor necessita testar  suas hip&oacute;teses a partir do seu referencial te&oacute;rico e do conhecimento que tem  das crian&ccedil;as. Ele ter&aacute; de fazer suas observa&ccedil;&otilde;es da turma e, a partir da&iacute;,  encontrar alternativas que lhe propiciem uma satisfa&ccedil;&atilde;o maior com os resultados  de aprendizagem. &Eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o conjunta de estrat&eacute;gias de ensino e  aprendizagem, envolvendo professor e aluno. </font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Continuando com o conceito de Barbosa, se a quest&atilde;o da  leitura &eacute; mobilizadora e de interesse para o professor, seu pr&oacute;prio  comportamento de leitor, as estrat&eacute;gias utilizadas por ele, as dificuldades que  encontra ir&atilde;o sendo revistas. Nesse processo, observando hip&oacute;teses e  estrat&eacute;gias desenvolvidas pelas crian&ccedil;as, ele poder&aacute; fazer descobertas que melhorem  sua pr&oacute;pria <i>performance</i> de leitor e  alterem o processo de ensinar a ler. </font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo com a pesquisa realizada com o estudo de  campo atrav&eacute;s do question&aacute;rio aplicado para 12 professores e 30 alunos, ambos  os grupos, em sua maioria, afirmaram positivamente para o incentivo &agrave; leitura  dentro das salas de aula, apesar das dificuldades como pouco material existente  nas institui&ccedil;&otilde;es de ensino estudadas. Observa-se a necessidade das institui&ccedil;&otilde;es  em oferecer mais recursos did&aacute;ticos para que os professores possam ter um leque  mais amplo para incentivar a leitura dentro da sala de aula, facilitando tamb&eacute;m  a reflex&atilde;o sobre os objetivos que pretendem alcan&ccedil;ar e os m&eacute;todos a serem  desenvolvidos dentro do ensino-aprendizagem. Atrav&eacute;s da reflex&atilde;o torna-se  poss&iacute;vel um olhar mais profundo sobre os alunos que podem passar a ser visto  como indiv&iacute;duos que constroem seus pr&oacute;prios interesses e valores na escola ou  na sociedade.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Estes desenvolvimentos adquiridos aos olhos dos  professores s&atilde;o um meio para identificar, assim as dificuldades e o trabalho  sendo centrado no aprimoramento desses desenvolvimentos, mas tamb&eacute;m  proporcionando aos alunos uma reflex&atilde;o sobre os mesmos, oferecendo-lhes  alternativas de mudan&ccedil;as que facilitem e colaborem com um melhor aprendizado.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Atrav&eacute;s dos desempenhos que ainda continuam crescendo  diversificadamente e os m&eacute;todos utilizados, mas sob uma nova pr&aacute;tica. Ao pensar  no incentivo &agrave; leitura, a possibilidade de que o professor e o aluno juntos  desenvolvam a pr&aacute;tica da leitura tornando cada vez melhor de maneira concreta  no processo de ensino aprendizagem.</font></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Tanto o professor quanto a institui&ccedil;&atilde;o de ensino  deve-se questionar sobre os prop&oacute;sitos a serem atingidos como o sistema de  incentivo &agrave; leitura, valorizando as ideias e opini&otilde;es apresentadas pelos  alunos. Tendo influ&ecirc;ncias e est&iacute;mulos por todas as pessoas envolvidas tais  como: alunos, os pais, a comunidade, os professores, a escola, o Estado e  outros. Tamb&eacute;m &eacute; importante ver que a pr&aacute;tica da leitura &eacute; uma aprendizagem  escolar respons&aacute;vel pelo desenvolvimento da sociedade. A popula&ccedil;&atilde;o em geral  responsabiliza a escola do papel de preparar as novas gera&ccedil;&otilde;es, demonstrando e  apresentando t&eacute;cnicas que estejam envolvendo os alunos ao h&aacute;bito de ler  formando-os cr&iacute;ticos e criativos em sala de aula. Preparando-as para exercer o  seu papel diante da sociedade, como verdadeiros leitores, pessoas que gostam de  aprender atrav&eacute;s da pr&aacute;tica.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Portanto, este estudo n&atilde;o findo aqui a pesquisa sobre  o desenvolvimento da crian&ccedil;a na leitura e escrita, pois, ainda os professores  ter&atilde;o grandes desafios e longos caminhos a percorrer, para que as crian&ccedil;as  possam ter em cada escola deste pa&iacute;s, condi&ccedil;&otilde;es adequadas para aprender a ler e  a escrever com dignidade, afeto e aten&ccedil;&atilde;o de todos os envolvidos no sistema  educacional.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Antunes, I. (2011). <i>Aulas de  Portugu&ecirc;s</i>: <i>encontros de intera&ccedil;&atilde;o</i>.  S&atilde;o Paulo: Par&aacute;bola.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169357&pid=S2226-4000201300010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Antunes, W.A. &amp; Garcez. L.H.C. (2009). <i>Lendo  e formando leitores</i>: <i>orienta&ccedil;&otilde;es para  o trabalho com a literatura infantil</i> (2da. ed.). S&atilde;o Paulo: Global.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169358&pid=S2226-4000201300010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Barbosa, J.J. (1994). <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o  e Leitura (</i>2&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169359&pid=S2226-4000201300010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Becker, R. (2005). O prazer da leitura se ensina. <i>Revista do Professor de Educa&ccedil;&atilde;o Infantil</i>, 40.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169360&pid=S2226-4000201300010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Brasil. Par&acirc;metros Curriculares Nacionais. (1998). <i>Secretaria  de educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, Terceiro e Quarto Ciclos do Ensino Fundamental: Introdu&ccedil;&atilde;o</i>.  Bras&iacute;lia: MEC/SEF.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169361&pid=S2226-4000201300010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Farah, T. (2011). <i>Relat&oacute;rio da UNESCO aponta Brasil como oitavo pa&iacute;s no  mundo em n&uacute;mero de analfabetos</i>.  Recuperado de: http://oglobo.globo.com/politica/relatorio-da-unesco-aponta-brasil-como-oitavo-pais-no-mundo-em-numero-de-analfabetos-2816235.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169362&pid=S2226-4000201300010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Ferreiro, E. (2010). <i>Reflex&otilde;es  sobre alfabetiza&ccedil;&atilde;o.</i> S&atilde;o Paulo: Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169363&pid=S2226-4000201300010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Ferreiro, E., Teberosky, A. (2010). <i>Psicog&ecirc;nese  da l&iacute;ngua escrita</i>. Porto Alegre: Artes Medicas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169364&pid=S2226-4000201300010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Freire, P., Donaldo, M. (1990). <i>Alfabetiza&ccedil;&atilde;o</i>: <i>leitura das  palavras leitura do mundo</i>. Rio de Janeiro:Paz e Terra.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169365&pid=S2226-4000201300010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Gil, A.C. (2010). <i>Como  elaborar projeto de pesquisa </i>(5&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Editora Atlas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169366&pid=S2226-4000201300010000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Kleiman, A. B. (2011). <i>Texto e  leitor:</i> <i>aspectos cognitivos da  leitura</i> (14&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo: Pontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169367&pid=S2226-4000201300010000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Leal, T.F. (2004). <i>Organiza&ccedil;&atilde;o do  Trabalho e Letramento</i>. Belo Horizonte: Autentica.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169368&pid=S2226-4000201300010000500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Melo, C. T.V. de. (1999). <i>Cartas e reda&ccedil;&atilde;o: uma abordagem discursiva</i> (Tese de Doutorado).  Campinas: SP. UNICAMP.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169369&pid=S2226-4000201300010000500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Monteiro, M.M. (2004). <i>Leitura e escrita: uma an&aacute;lise dos problemas de aprendizagem</i>.  Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169370&pid=S2226-4000201300010000500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Piaget, J. (1995). <i>A Psicologia.</i> Lisboa: Livraria Bertrand.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169371&pid=S2226-4000201300010000500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Piaget, J.  (2007). <i>La representaci&oacute;n del mundo en el ni&ntilde;o.</i> Madrid: Morata.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169372&pid=S2226-4000201300010000500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Piaget, J. (2012). <i>Seis estudos da  psicologia</i> (25&ordf; ed.). Rio de Janeiro: Forense Universit&aacute;ria.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169373&pid=S2226-4000201300010000500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Piletti, C. (2010). <i>Did&aacute;tica  Especial</i> (15&ordf; ed.). S&atilde;o Paulo:  &Aacute;tica. </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169374&pid=S2226-4000201300010000500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Rosenberg, L. (1984). <i>Educa&ccedil;&atilde;o e  Desigualdade Social</i> (2&ordf; ed.). 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(2010). <i>A produ&ccedil;&atilde;o  dial&oacute;gica do texto escrito</i>. Rio de Janeiro: Martins Fontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169377&pid=S2226-4000201300010000500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Serra, J., &amp; Oller. C. (2003). Estrat&eacute;gia de  leituras e compreens&atilde;o do texto no ensino fundamental e m&eacute;dio. In: A. Teberosky  (org). <i>Compreens&atilde;o de leitura</i>: A  l&iacute;ngua como procedimento (pp. 35-44). 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(2007). <i>A forma&ccedil;&atilde;o social da mente</i>: <i>o  desenvolvimento dos processos psicol&oacute;gicos superiores </i>(6&ordf; ed.). [trad. Jos&eacute;  Cipolla Neto-et al], S&atilde;o Paulo: Martins Fontes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=169382&pid=S2226-4000201300010000500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Xavier, A.C. (2010). <i>Como fazer trabalhos cient&iacute;ficos em eventos  acad&ecirc;micos</i>: <i>(ci&ecirc;ncias humanas e  sociais aplicadas: artigo, resumo, resenha, monografia, tese, disserta&ccedil;&atilde;o, TCC,  projeto, slide)</i>. 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