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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mapeamento Digital: nova abordagem em levantamento de solos]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Increasingly intensive use of soil and its disorganized occupancy result in its degradation. There is a lack of more detailed information on soils and on soil surveys. Soil mappings are key for land sustainable management because they provide basic information about this natural resource and its distribution on the landscape. The production of highly detailed soil class and attribute maps, will only be possible using geotechnologies in combination with field data. The objective of this review was to emphasize the importance of soil surveys within a new paradigm, defined as Digital Soil Mapping (DSM). DSM requires: i) the use of data from field sampling and analytical results from laboratories, including existing as well as newly collected data ii) the process of inference and of spacing includes a proposition of mathematical and statistical models based on soil observation, environmental covariates and other scorpan factors iii) results should be presented as soil spatial system format with continuous and/or discrete data, added to the uncertainty of this information, which could be updated whenever new observations become available. The application of DSM will make it possible for soil spatial information, attributes and classes to be generated and be readily available in digital format with its associated uncertainty. Among the challenges for further implementation of several strategies available in DSM, the training of future generations of soil scientists should be a priority.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left">&nbsp;</p>      <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3" face="Verdana">ART&Iacute;CULO DE REVISIÓN</font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="Verdana"><b>Mapeamento Digital: nova abordagem em levantamento de solos</b></font></p>       <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>Digital mapping: new approach on soil survey</b></font></p>       <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><b>Ricardo Simão Diniz Dalmolin<sup>1*</sup>  e Alexandre ten Caten<sup>1</sup></b></font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup>  Departamento de Solos, Universidade Federal de Santa  Maria. Avenida Roraima, 1000, Bairro Camobi, Santa Maria, RS, Brasil. CEP  97105-900.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup>  Universidade Federal de Santa Catarina, Campus Curitibanos. Rodovia Ulysses  Gaboardi, km 3, interior, Curitibanos, SC, Brasil. CEP 89520-000.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">* Autor para correspondencia (dalmolin@ufsm.br)</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Recibido:  03/11/2015; Aceptado: 27/11/2015.</font></p>     <p align="left">&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O uso  cada vez mais intensivo do solo e sua ocupação desordenada resultam em sua  degradação. Existe uma grande carência de informações mais detalhadas de solos  e seus levantamentos. Por apresentarem informações básicas sobre esse recurso  natural e sua distribuição na paisagem, os mapeamentos são fundamentais para o  manejo sustentável das terras. A produção de mapas de classes e atributos, com  maior nível de detalhamento, só será possível com a  utilização de geotecnologias combinadas com dados coletados no campo. Assim, o objetivo desta revisão foi ressaltar a  importância dos levantamentos de solos dentro de um novo paradigma, definido  como Mapeamento Digital de Solos (MDS). A  prática de MDS requer que: i) os dados utilizados tenham sua origem em coletas  de campo e resultados analíticos de laboratório, incluindo dados legados e  novas coletas; ii) o processo de inferência e espacialização inclui a  proposição de modelos matemáticos e estatísticos entre as observações do solo,  as covariáveis ambientais e os demais fatores <i>scorpan</i>; e, iii) os resultados estejam na forma de um sistema  espacial em solos, com dados contínuos e/ou discretos, agregados à incerteza  dessas informações, podendo ser atualizados sempre que novas observações  estiverem disponíveis. A aplicação do MDS irá permitir que informações  espaciais em solos, de atributos e classes, sejam geradas e prontamente disponibilizadas  em formatos digitais e com a incerteza associada. Entre os desafios para uma  maior aplicação das várias estratégias disponíveis em MDS está a capacitação e  formação das futuras gerações de pedólogos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: Pedometria, pedologia, atributos de terreno,  sensoriamento remoto.</font></p>       <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Increasingly intensive use of soil and its  disorganized occupancy result in its degradation. There is a lack of more  detailed information on soils and on soil surveys. Soil mappings are key for  land sustainable management because they provide basic information about this  natural resource and its distribution on the landscape. The production of  highly detailed soil class and attribute maps, will only be possible using  geotechnologies in combination with field data. The objective of this review  was to emphasize the importance of soil surveys within a new paradigm, defined  as Digital Soil Mapping (DSM). DSM requires: i)   the use of data from field sampling and analytical results from  laboratories, including existing as well as newly collected data ii) the  process of inference and of spacing includes a proposition of mathematical and  statistical models based on soil observation, environmental covariates and  other <i>scorpan</i> factors iii)  results should be presented as soil spatial  system format with continuous and/or discrete data, added to the uncertainty of  this information, which could be updated whenever new observations become  available. The application of DSM will make it possible for soil spatial  information, attributes and classes to be generated and be readily available in  digital format with its associated uncertainty. Among the challenges for  further implementation of several strategies available in DSM, the training of  future generations of soil scientists should be a priority.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Key words</B>: Pedometry,  pedology, terrain attributes, remote sensing.</font></p>  <hr size="1" noshade>     <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODUÇÃO</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O solo é um recurso  lentamente renovável, vital para o desenvolvimento da vida, atua como filtro e  transforma moléculas tóxicas, além de regular a água no sistema  hidrosfera-atmosfera. O solo abriga aproximadamente 25% da biodiversidade do  planeta e também é a base dos agroecossistemas, pois fornece nutrientes e água  para as plantas que são fontes de fibras, alimentos e combustível.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A demanda por alimentos e  fontes energéticas vem ocasionando o uso cada vez mais intensivo do solo,  muitas vezes com ocupação desordenada que pode causar impactos negativos. A FAO  relata que aproximadamente 33% dos solos do mundo apresentam degradação de  moderada a alta devido ao uso inadequado. A agricultura, de uma maneira geral,  tem se expandido para áreas de menor aptidão agrícola, o que representa uma  ameaça à produção agrícola com quantidade e qualidade, além de prejudicar o  recurso natural solo devido à utilização fora de sua capacidade.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Conforme Grunwald et al.  (2012) a mudança climática global e demais alterações induzidas pelo homem,  colocam novos desafios a serem avaliados como ameaças aos solos. As pressões  com origem antrópica nos diferentes ecossistemas têm comprometido a  sustentabilidade do recurso solo em escala regional, nacional e global. Ainda  segundo esses autores, esses problemas são agravados pelo fato de que os  sistemas, seja ambiental, social, cultural, político, financeiro ou econômico  tornaram-se globalmente interligados em tal grau que a mudança ou colapso de um  componente interfere no sistema global como um todo. Assim, uma profunda  compreensão das ligações causais e processos mecanicistas no espaço, tempo e  dimensões humanas é necessária para descrever a relação dos sistemas acoplados,  incluindo o ambiente humano, o solo, água, plantas e outros sistemas em um  mundo de intensa mudança.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Entre os componentes dos  ecossistemas o solo tem sido reconhecido como peça fundamental, não só na  produção de alimentos, mas na regulação do clima na Terra (Sanchez et al.  2009). Contudo, ainda há, de forma generalizada, uma carência muito grande de  informações mais detalhadas dos solos. Novos conhecimentos são necessários para  garantir um ambiente sustentável e que propicie a segurança alimentar. De  acordo com Dalmolin et al. (2004), os levantamentos de solos, por apresentarem  informações básicas sobre o solo e sua distribuição na paisagem são  fundamentais para o manejo sustentável das terras, desde que apresentem escala  compatível e informações detalhadas do ambiente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Mapas de classes e atributos  com maior nível de detalhamento e que possam ser utilizados para fins de manejo  e conservação do solo, planejamento de uso racional das terras, previsão de  cenários futuros e fonte de dados para modelagem espaço-temporal são uma  necessidade urgente. A produção desses dados somente será possível com a  utilização de novas tecnologias (geotecnologias) combinadas com informações  geradas no campo. Esse novo paradigma da pedologia, onde novas tecnologias em  equipamentos, modelos estatísticos e matemáticos são aplicados, foi definido  por McBratney et al. (2003) como mapeamento preditivo  ou Mapeamento Digital de Solos (MDS).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dentro dessa  linha, em um contexto de renascimento da importância da informação espacial em  solos (Hartemink 2008) e da necessidade de obter novos dados de campo e novas  tecnologias para levantamentos de solos foi criado o &ldquo;<i>International Working Group on Digital Soil Mapping</i>&rdquo; sob os  auspícios da &ldquo;<i>International Union of Soil  Sciences</i> (IUSS)&rdquo;, no ano de 2004. O objetivo principal desse grupo de  trabalho é discutir e promover novas estratégias e métodos para obtenção de  informações espaciais do solo em alta resolução com menores custos. Também  foram propostos recentemente os grupos <i>Proximal  Soil Sensing</i> (iniciado em 2008) e <i>Digital  Soil Morphometrics</i> (iniciado em 2014), em um contexto similar da  necessidade de otimizar coletas e integrar as diferentes fontes de dados na  produção de informação espacial 3D em solos (IUSS 2015).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nesse contexto, procurou-se  discutir nesta revisão bibliográfica a importância dos levantamentos de solos  dentro de um novo paradigma, com a aplicação da tecnologia como aliada de  modelos matemáticos e estatísticos para gerar informações espacialmente localizadas  de atributos e classes de solos, necessários para o uso racional e sustentável  do solo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>DESENVOLVIMENTO</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>A Pedologia e os levantamentos de solos</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos de solos  constituem-se na representação da distribuição espacial de solos em mapas e relatórios,  contendo informações das características morfológicas, físicas, químicas e  mineralógicas dos solos, juntamente com sua classificação taxonômica e  classificação interpretativa. O nível de detalhe das informações contidas nos  levantamentos de solos depende da escala e do objetivo para o qual foram  confeccionados (Dalmolin et al. 2004, IBGE 2007, Hartemink et al. 2013).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos  de solos são essenciais aos modelos de desenvolvimento sustentável das  sociedades modernas (Curcio 2014). Segundo esse autor, as informações contidas  nos mapas e relatórios servem para indicar os tipos de sistemas produtivos a  serem implantados juntamente com a intensidade de manejo que os solos podem  suportar. Nessa linha, Lepsch (2013) relata que como o solo é um recurso  natural, o conhecimento da sua distribuição espacial é de interesse nacional.  Esse mesmo autor afirma que quanto mais se conhece do solo e sua distribuição  espacial, mais racionalmente ele será usado por quem tem a posse da terra e  também pela comunidade onde ele se encontra.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo com Arrouais et al.  (2014a), existem três importantes componentes sobre o solo para que haja o uso  e manejo sustentável da terra: i) um entendimento da variação do solo,  espacializado em mapas, por exemplo; ii) habilidade de detectar e interpretar  mudanças que ocorrem no solo com o passar do tempo e iii) capacidade de prever  (modelagem) o que acontecerá no solo em condições específicas de manejo da  terra e mudanças futuras do clima. Segundo esses autores, o componente (i) se  reveste de grande importância, pois fornece informações básicas dos atributos  da paisagem que é essencial para o planejamento e manejo adequado em todas as  escalas, seja regional, nacional ou global. Os mapeamentos também possuem  informações e dados para o monitoramento e simulação de modelos, envolvendo,  portanto, os componentes (ii) e (iii) respectivamente. Porém, ainda conforme  Arrouais et al. (2014a), os sistemas convencionais de mapeamento e  classificação de solos não foram concebidos com os propósitos descritos acima e  há dificuldades para atender a demanda para estimar o armazenamento e fluxos de  água, carbono, nutrientes e solutos. Para McBratney  et al. (2000) as críticas recaem sobre os sistemas convencionais de  levantamentos de solos devido a esses serem excessivamente qualitativos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os dados de solos legados de  levantamentos já realizados foram produzidos há muito tempo e em escalas  generalistas. Nachtergaele e Van Ranst (2003) relatam que aproximadamente 2/3  dos países foram mapeados em escalas de 1:1.000.000, porém mais de 2/3 da área  total de terras do globo ainda precisam ser mapeadas mesmo que na mesma  proporção de escala de 1:1.000.000. Conforme Harteminck (2008), a maioria dos  mapas de solos existentes ao redor do mundo foram realizados após a Segunda  Guerra Mundial até o final da década de 1980. Verifica-se também, que existem  grandes diferenças entre os países em relação as áreas mapeadas, considerando  principalmente extensão e escala, sendo que a cobertura nacional de mapas de  solos em escala &gt; 1:250.000 é geralmente mais elevada nos países mais ricos.  Assim, de acordo com Arrouais et al. (2014a) a maioria dos dados espaciais  sobre os solos estão desatualizados, pois a maior parte dos levantamentos de  solos disponíveis foi concluída há mais de duas décadas atrás, bem antes da  utilização generalizada de métodos digitais.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos de solos no  Brasil tiveram seu auge no final da década de 60 e início da década de 70,  quando foram realizados grandes investimentos. A maior parte do território  brasileiro está coberto por mapas de solos em escala  pequena (aproximadamente 1:1.000.000), insuficiente para qualquer tipo de  planejamento, seja para a expansão agrícola ou monitoramento ambiental seja em  nível de município ou empreendimentos rurais. A situação é semelhante em outros  países da América Latina, onde predominam mapas nas escalas generalistas entre  1:6.000.000 e 1:500.000. Poucos são os países latino americanos que possuem os  dados digitalizados e disponíveis na internet (Omuto et al. 2013).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos  de solos não têm sido prioridade das políticas públicas para reconhecimento dos  recursos naturais, com exceção de pequenas áreas por interesse da iniciativa  privada. Curcio (2014) faz uma série de considerações sobre as razões que levaram  ao abandono de trabalhos de levantamentos de solos no Brasil. Porém, esse  fenômeno não ocorreu apenas no Brasil, sendo uma tendência mundial. Basher  (1997) faz uma ampla abordagem mostrando o declínio da pedologia no Mundo e os  cortes em financiamentos e recursos humanos para realização de levantamento de  solos em muitos países desenvolvidos. A própria Sociedade Brasileira de Ciência  do Solo (SBCS) promoveu um intenso debate sobre o declínio da pedologia. Em um  contexto em que se discutiu o &ldquo;Futuro da Pedologia no Brasil&rdquo;, Dalmolin (1999)  mostra a diminuição do número de pedólogos no Brasil, situação que perdura  atualmente. Paralelo ao diagnóstico de que há um menor número de pedólogos  atuando em nossas instituições de ensino, pesquisa e extensão, cabe ser  realizada uma profunda análise de quais seriam as atividades que deveriam estar  sendo realizadas por profissionais da pedologia em nossa sociedade. Com as  profundas alterações sociais, do clima, de uso da terra, de avanço do  conhecimento técnico e científico, quais os papeis que deveriam estar sendo  desempenhados pelos pedólogos neste complexo contexto? O debate precisa ser  realizado.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Entre as várias tarefas para  a pedologia está aquela de continuar estudando e mapeando o recurso natural  solo. Novas informações, juntamente com o detalhamento das informações existentes nos relatórios e mapas de solos,  devem continuar sendo obtidas, preferencialmente, considerando questões como  custo e tempo. Conforme Häring et al. (2012), dependendo da escala do mapa ou do  detalhe da legenda do mapa, a informação pode ser pouco precisa. Há a  necessidade de construir bancos de dados ambientais facilmente relacionados com  o solo para suprir as demandas existentes, não só para utilização agrícola, mas  que atendam todas as funções que o solo desempenha nos diferentes ecossistemas.  Esses autores reforçam que o conhecimento da distribuição espacial detalhada  dos solos é crucial para a modelagem, o manejo e o monitoramento ambiental.  Para isso, os levantamentos de solos devem se apropriar das novas tecnologias,  permitindo agilidade trazendo informações mais detalhadas, não só de classes,  mas também de propriedades do solo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos  convencionais de solos podem ser pensados como um exercício de modelagem  envolvendo métodos científicos e um pouco de arte (conhecimento tácito do  pedólogo). Geralmente, o mapeamento no campo envolve o desenvolvimento de um  modelo mental, que relaciona o solo com condições de paisagem, seguido pela  formulação de hipóteses, que são então testados pela verificação em loco. O modelo muitas  vezes pode ser revisto, ajustado e reformulado e uma nova relação solo-paisagem  pode surgir (Wilding 1985).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Um novo paradigma  para a pedologia </b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Modelos quantitativos em levantamento de solos têm sido desenvolvidos e  estão sendo usados para descrever, classificar e estudar os padrões de  distribuição espacial do solo de uma forma mais objetiva (McBratney et  al. 2000). Os métodos são  categorizados coletivamente em um campo emergente da ciência do solo conhecido  como Pedometria. Conforme Burrough et al. (1994), o termo  pedometria foi instituído na Austrália por Alex McBratney e descreve o estudo  quantitativo da variação do solo. O conceito clássico de Pedometria, conforme definido no sitio da Sociedade de Pedometria &lt;<i>www.pedometrics.org</i>&gt; é &ldquo;a aplicação  de métodos matemáticos e estatísticos para a modelagem quantitativa dos solos,  com o objetivo de analisar sua distribuição, propriedades e comportamentos&rdquo;.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Um importante  tópico de pesquisa da Pedometria é o desenvolvimento de modelos e ferramentas  para verificar a variação espaço-temporal dos solos podendo ser aplicadas para  integrar o mapeamento convencional do solo. Assim, o pedólogo passa a dispor de  novas ferramentas as quais irão lhe possibilitar uma maior compreensão das  relações solo-paisagem, além de lhe possibilitar um maior rendimento no  mapeamento devido à capacidade de extrapolação dos modelos automatizados em  ambiente de geoprocessamento criando-se nesse  caso o conceito de MDS. Logo, verifica-se que a pedologia passa por um processo  de mudança de paradigma, onde que anteriormente, processos totalmente baseados  no conhecimento tácito e em uma abordagem quantitativa, associam-se a  metodologias e ferramentas baseadas em critérios quantitativos. O desafio para  a pedologia está na integração dessas abordagens, complementares, para a  geração de informação espacial em solos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conceito  clássico de MDS foi estabelecido por Lagacherie e McBratney (2007) como:  &ldquo;criação e população de sistemas espaciais de informação de solos, através do  uso de modelos numéricos para a inferência das variações espaciais e temporais  dos tipos de solos e de suas propriedades, a partir de observações e  conhecimento dos solos e de variáveis ambientais correlacionadas&rdquo;. Para Sanchez et al. (2009) um mapa  digital do solo é essencialmente um banco de dados espacial das propriedades do  solo, com base em uma amostra estatística da paisagem. A amostragem de campo é  usada para determinar a distribuição espacial das propriedades do solo, as  quais são medidas no laboratório. Esses dados são então utilizados para prever  as propriedades do solo em áreas não incluídas na amostra. Mapas de solos  digitais apresentam ainda o potencial de apresentar, de forma associada, as  incertezas dessas previsões e, quando baseados em dados de séries temporais,  fornecem informações dinâmicas sobre as propriedades do solo.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Conforme  Lagacherie e McBratney (2007), a crescente demanda por informações sobre os  solos e os avanços tecnológicos têm incentivado de maneira crescente o MDS com  a aplicação de técnicas pedométricas. A constituição de bancos de dados de  informações ambientais e a evolução das ferramentas de informação geográfica e  sensoriamento remoto têm ocorrido simultaneamente, o que propicia avanços na  geração de informação para o monitoramento e modelagem ambiental.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A publicação de  McBratney et al. (2003) foi decisiva para a reunião e sistematização dos  conhecimentos gerados até aquela data. Os autores estabelecem um novo paradigma  propondo para o MDS um modelo baseado no modelo determinístico empírico dos  fatores de formação do solo proposto por Jenny (CLORPT), onde os solos (classes  e atributos) podem ser preditos quantitativamente como funções espaciais. Esse  modelo é chamado de s.c.o.r.p.a.n. &#8594; 	 S<sub>c,p</sub> = f (s.c.o.r.p.a.n.), onde: S<sub>c,p</sub>  (Solo: classe ou propriedade); s = próprio solo, c = clima, o =  organismos, r = relevo, p = material de origem, a = tempo, n = localização  geográfica. O modelo SCORPAN (<a href="#2a01f1">Figura 1</a>), considera que o solo pode ser predito  a partir dele próprio (via dados legados) e a partir de coordenadas  geográficas, utilizando as novas tecnologias existentes, pode ser tratado como  uma evolução do modelo CLORPT.</font></p>        <p align="center"><a name="2a01f1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/ia/v17n2/2a01f1.jpg"></p>        ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Um banco de solos  global</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A história  recente está bem sumarizada em Lagachiere (2008) que relata a oportunidade de  reunir 80 cientistas de 17 países no primeiro workshop dedicado à MDS,  realizada em Montpellier no ano 2004, onde foram discutidas as diversas  habilidades e ferramentas comuns para desenvolvimento do MDS como levantamento  do solo, sistemas de informação do solo, sistemas especialistas, Sistemas de  Informações Geográficas (SIG), técnicas de pedometria, técnicas de mineração de  dados e procedimentos de sensoriamento remoto. O segundo <i>workshop &ldquo;2nd Global Workshop on Digital Soil Mapping</i>&rdquo; foi realizado  no Rio de Janeiro em 2006 e desde então, sistematicamente, esse evento ocorre  bienalmente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">No ano de 2006 o  consórcio <i>GlobalSoilMap.net</i> foi formado (Arrouays et al. 2014a), e em  abril de 2012, durante a 5ª conferência do &ldquo;<i>Working  Group on Digital Soil Mapping</i>&rdquo; da IUSS realizado em Sydney, o consórcio  passou a ser denominado simplesmente de <i>GlobalSoilMap.</i> Conforme Arrouays  et al. (2014b) o <i>GlobalSoilMap</i> tem  por objetivo produzir um mapa digital de solos para todas as áreas  continentais, com um banco de dados de propriedades fundamentais do solo em  várias profundidades. Esse banco de dados será construído principalmente por  meio de informações do solo existente em dados legados e co-variáveis  ambientais. Todas as informações serão disponibilizadas gratuitamente via  internet.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nesse consórcio  participam universidades, centros de pesquisa, organizações de desenvolvimento,  agências governamentais e inúmeras empresas privadas de todo o mundo. O grande  impulsionador do projeto é a demanda por informações mais precisas, atuais,  detalhadas e espacialmente referenciadas sobre os solos, tão necessárias para a  comunidade científica, agricultores e tomadores de decisão. Ainda conforme  Arrouays et al. (2014a), seis ideias chave têm sido perseguidas ao longo do  desenvolvimento de <i>GlobalSoilMap</i>: i)  os dados gerados devem fornecer uma cobertura global completa e basear-se nos  melhores dados disponíveis; ii) a resolução espacial dos dados do solo tem de  corresponder e ser compatíveis com outros conjuntos de dados globais do  ambiente relacionadas com o terreno, hidrologia, cobertura do solo e uso da  terra; iii) a prioridade são as propriedades funcionais do solo relacionadas  com a água, carbono e nutrientes; iv) cada estimativa de uma propriedade do  solo tem que estar acompanhada da estimativa da incerteza; v) que o sistema de  informação sobre o solo seja duradouro e de fácil atualização, com acesso <i>on-line</i> para ser usufruído em conjunto  e; vi) os melhores dados ambientais e de solo disponíveis têm de ser utilizados  para gerar as estimativas devendo ser feito de uma forma que respeite a  soberania das nações.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Conforme Arrouays  et al. (2014b) as especificações do projeto <i>GlobalSoilMap</i> não prescrevem como os dados deverão ser gerados, apenas precisam estar em  conformidade com as mesmas para se ter um produto final padronizado. Segundo  esses autores, a entidade espacial deve ser caracterizada até uma profundidade  de 2 m ou até a profundidade da rocha se ela estiver a menos de 2 m de  profundidade, com uma superfície menor que 2 m x 2 m localizado no centro de um  grid global definido de 3 arc-segundos por 3 arc-segundos o que corresponde a  aproximadamente 100 m x 100 m. Os valores preditos das propriedades do solo e  suas incertezas associadas devem ser realizadas dentro dos seguintes  intervalos: 0–5, 5–15, 15–30, 30–60, 60–100 e 100–200 cm. Onze propriedades do  solo devem ser preditas em cada local conforme <a href="#2a01t1">tabela 1</a>. Propriedades  adicionais do solo podem ser incluídas sendo que cada propriedade do solo terá  uma estimativa da incerteza associada para cada profundidade para cada grid  local.</font></p>        <p align="center"><a name="2a01t1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/ia/v17n2/2a01t1.jpg"></p>         <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo com  Hempel et al. (2014), o <i>GlobalSoilMap</i> é hoje o projeto de maior abrangência internacional em  Ciência do Solo. Esse projeto teve influência significativa no aumento da  consciência sobre o papel ambiental do solo dentro da comunidade mundial. Além  disso, o trabalho do consórcio, e de todas as instituições parceiras  associadas, propiciou um avanço nos mapeamentos de solos, criando um grande  interesse em novos praticantes para a ciência de solo. Atualmente,  inúmeros trabalhos desenvolvidos em MDS seguem as  preconizações do <i>GlobalSoilMap</i> (Minasny e McBratney 2015), o que, no entanto, não deve  ser entendido como uma regra para a geração de informação espacial em solos. Há, conforme  visto anteriormente, um direcionamento para que as informações geradas possam,  de alguma forma, contribuir com os objetivos desse projeto.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Aplicação da  abordagem digital</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">O esquema  representado na figura 1 demonstra diferentes formas e estratégias para o  desenvolvimento de modelos preditivos para o MDS. Conforme Hempel et al. (2014)  este modelo tem sido usado para explicar processos, dados e informações  necessários para construir um sistema com informações de propriedade do solo de  forma consistente em todo o mundo.</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De fato, há a necessidade de atualização  das informações existente sobre os solos e o maior detalhamento, o que  resultará em mapas de classes e atributos que possam ser utilizados para fins  de manejo e conservação do solo, planejamento de uso racional das terras,  previsão de cenários futuros e fonte de dados para modelagem espaço-temporal.  Essas demandas apenas serão alcançadas com a utilização de novas tecnologias  (geotecnologias). A aplicação do geoprocessamento para a pedologia, dentro da  abordagem do MDS, foi discutida por Mendonça-Santos e Manzatto (2007) onde as  novas tecnologias devem ser assimiladas pelos pedólogos sendo que a diferença  entre a abordagem tradicional e a quantitativa deixam de existir quando a  tecnologia e o conhecimento formal se unem para produzir informações relevantes  para a sociedade. Conforme ten Caten e Dalmolin (2014) é necessário um  incremento da tecnologia, especialmente àquelas ligados a tecnologia de  informação para produzir conhecimentos aplicados ao mapeamento de solos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">É crescente o  número de artigos abordando o MDS, apesar disso, há uma dificuldade ainda  grande para mostrar a importância e a necessidade dos mapas de solos (classes e  atributos). Para ten Caten e Dalmolin (2014) é preciso a melhoria em todos os  níveis de ensino para haver a apropriação das novas tecnologias para produzir  dados e informações atrativas sobre o recurso solo. Nessa mesma linha,  Harteminck (2015) relata que é necessário melhorar o ensino e os currículos  para que a nova geração de cientistas de solos se apropriem das informações de  pedologia (levantamento e classificação de solos), bem como, das novas técnicas  e metodologias atualmente disponíveis e que já estão sendo empregadas na  pedologia. Hoje há um interesse renovado, segundo esse autor, pelo surgimento  dos novos campos como o MDS, morfometria e sensoriamento remoto proximal. De  fato, ten Caten e Dalmolin (2014) abordam o quanto seria útil para um usuário  no campo observando a paisagem a sua volta e comparando com uma imagem nítida e  interativa existente na tela de um dispositivo portátil no formato de prancheta  (<i>tablet</i>). Esse usuário poderia  observar o mapa de solos, com seus principais atributos, dados analíticos e  outras informações relevantes. Para Streck et al. (2014), mapas mais atraentes  e interativos que pudessem ser consultados via web, no campo por meio de <i>tablet</i> ou <i>smartphones</i> causaria uma revolução em termos de utilização prática.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Conforme Grunwald  (2009) as informações devem ir ao encontro da compreensão e quantificação  espaço-temporal dos padrões do solo, em relação aos ciclos hidrológicos e a  qualidade dos ecossistemas. É necessário desenvolver estudos de modelagem do  solo e suas características em locais/regiões modais, como forma de compreender  sua relação com o ambiente. Como resultado, os modelos de correlação ambiental  gerados poderão ser, depois de testados e validados, utilizados no MDS de áreas  mais extensas, possibilitando, assim, o planejamento de uso racional dos  recursos naturais. Sanchez et al. (2009) atestam a necessidade de se produzir  mapas de alta resolução das propriedades funcionais do solo que sejam  relevantes para o usuário, concordando com Carré et al. (2007) que  afirmam que os pesquisadores que trabalham com MDS precisam ser muito mais  conscientes sobre as necessidades do usuário final adaptando e educando estes  usuários para desfrutarem das informações, e considerando a incerteza associada  a essas informações. Entre as aplicações prontamente disponíveis, em formato  digital e via acesso remoto, que estaria disponível para os usuários estariam  os mapas e relatórios de Aptidão Agrícola das Terras (Dalmolin et al. 2012).</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nos últimos anos, o MDS tem  sido realizado com diferentes abordagens para predizer a distribuição espacial  de atributos e classes de solos e/ou aumentar informações pré-existentes  contidas nos dados legados. Essas  abordagens são encontradas com freqüência na literatura (Giasson et al. 2006,  Connolly et al. 2007, Grimm et al. 2008, Hansen et al. 2009, Odgers et al.  2011a, Odgers et al. 2011b, ten Caten et al. 2011, Häring et al. 2012, Kerry et  al. 2012, Samuel-Rosa  et al. 2013, ten Caten et al. 2013, Cavazzi et  al. 2013, Dotto et al. 2014, Adhikari et al. 2014, Hartemink e Minasmy 2014,  entre outros). No entanto, os resultados dessas diferentes abordagens  preditivas são dependentes da qualidade dos dados  utilizados, a saber: resolução espacial e incerteza das co-variveis ambientais,  qualidade e quantidade das amostras de treinamento, densidade espacial das  amostras, e a capacidade do modelo preditivo em capturar a variação espacial do  solo.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A aplicação mais  ampla do MDS ainda depende da definição de algumas questões. Existe a  necessidade de mais informações e principalmente de um banco com dados precisos  e georreferenciados de solos e covariáveis ambientais. Além disso, ainda faltam  protocolos que definam de maneira prática os detalhes sobre as técnicas de  mapeamento digital abordando também informações sobre escala. Conforme destaca  Grunwald (2009), não há equação universal ou modelo de predição digital de solo  que se encaixe para todas as regiões do globo. Ainda, segundo essa autora, mais  pesquisas precisam ser realizadas, não baseadas apenas em questões específicas  do solo, mas que considere também questões mais amplas como a qualidade da  água, ciclo do carbono, mudança climática global, uso sustentável das terras,  entre outros.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A aplicação da  técnica de MDS foi revisada em estudo publicado por ten Caten et al. (2012), na  qual os autores destacam o crescente número de trabalhos publicados a respeito  da aplicação dessa técnica no Brasil. Esses autores abordam as principais  características dos trabalhos já realizados na tentativa de nortear trabalhos e  demandas futuras. Entre as funções matemáticas utilizadas há o predomínio de  regressões logísticas, seguido por técnicas de mineração de dados por Árvore de  Decisão (AD). As AD, conforme os autores, têm sido frequentemente utilizadas  por relacionar fatores de formação e classes de solos de maneira muito parecida  com o conhecimento tácito do pedólogo. Conforme esses autores, o MDS aplicado à predição de  classes de solos no Brasil tem ocorrido predominantemente em nível  semidetalhado (1:50.000), possivelmente devido à disponibilidade de mapas de  solos para serem usados como área de referência ou ao emprego de cartas  topográficas nesta escala para a geração de modelos digitais de elevação. Porém  os levantamentos em escalas de 1:100.000 ou maiores, são muito escassas no  Brasil.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O MDS está construindo uma  identidade inovadora para pedologia, colocando-a na era digital e dando uma  nova abordagem para ciência do solo. Essas evoluções tecnológicas servem de  atrativo e são vistas como desafios para impulsionar a geração mais nova de  pesquisadores. Porém, conforme Grunwald (2009), não se deve esquecer a  experiência de campo e deve haver uma fusão equilibrada do MDS com a experiência  qualitativa dos mapeamentos pedológicos tradicionais.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>CONSIDERAÇÕES FINAIS</b></font></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os pedólogos interessados em  aplicar a técnica de Mapeamento Digital de Solos (MDS) precisam observar que a  mera digitalização de mapas analógicos não os torna praticantes de técnicas  pedométricas para o mapeamento de solos. A prática de MDS requer que: i) os  dados utilizados no MDS tenham sua origem em coletas de campo e resultados  analíticos de laboratório, incluindo dados legados e novas coletas; ii) o  processo de inferência e espacialização inclui a proposição de modelos  matemáticos e estatísticos entre as observações do solo, as covariáveis  ambientais e os demais fatores <i>scorpan</i>;  e, iii) os resultados estejam na forma de um sistema espacial em solos, com  dados contínuos (raster) e/ou discretos (vetores), agregados à incerteza dessas  informações, os quais podem ser atualizados assim que novas observações  estiverem disponíveis.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os levantamentos de solos,  como foram praticados em tempos passados, eram realizados em outros contextos  políticos, sociais e tecnológicos. Esses contextos se modificaram muito.  Atualmente, os dados sobre recursos naturais são coletados sob demandas  específicas para questões como mudanças do clima global, otimização de insumos,  disponibilidade hídrica e seguridade do solo. O mapeamento do solo de forma  generalista (pequenas escalas) terá dificuldades em receber financiamento para  sua realização. O Pedólogo precisa identificar seus clientes e dialogar sobre  quais são as demandas relacionadas ao recurso natural solo. A aplicação do MDS  irá permitir que informações espaciais em solos, de atributos e classes, sejam  geradas e prontamente disponibilizadas em formatos digitais e/ou analógicos,  com a incerteza associada.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O MDS já é uma realidade e  vem sendo aplicado de forma sistemática (Minasny e  McBratney 2015). Cabe a todos os envolvidos com a produção do conhecimento  sobre a distribuição espacial dos solos na paisagem buscarem sua atualização em  prol da aplicação dessas novas abordagens para os levantamentos de solos. Há  muito espaço para a pesquisa e a proposição e modificação de metodologias  &lsquo;digitais&rsquo; para o mapeamento.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O MDS pode ser um  grande aliado para o aprofundamento de nosso conhecimento sobre as relações  solo-paisagem, entre solo e cada um dos fatores <i>scorpan</i>, e nos modelos mecanisticos de desenvolvimento do solo na  paisagem.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Entre os desafios para uma  maior aplicação das várias estratégias disponíveis em MDS esta a capacitação e  formação das futuras gerações de pedólogos. O MDS é intrinsicamente interdisciplinar.  Conhecimentos de pedologia, informática, estatística, sensoriamento remoto e  sistemas de informações geográficas são integrados para a geração de  informações espaciais em   solos. As pessoas, e consequentemente as universidades,  apresentam resistência às modificações. Os currículos de graduação devem ser  flexibilizados para novas formas de aprendizado e de aplicação da tecnologia em  sala de aula. Assim como, os estudantes devem ser ensinados a estudar em um  mundo onde dados e informações não estão, necessariamente, em falta. O desafio está em  traduzir tudo em conhecimento útil e que tenha uma contribuição relevante para  a formação dos futuros profissionais.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</b></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Adhikari, K; Minasny, B; Greve, MB; Greve, MH. 2014. Constructing a soil class map of Denmark based on the FAO legend using  digital techniques. Geoderma 2014-2015:101-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198687&pid=S2305-0683201500020000100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Arrouays, D; Grundy, MG; Hartemink, AE;  Hempel, J; Heuvelink, GBM; Hong, SY; Lagacherie, P; Lelyk, G; McBratney, AB;  McKenzie, NJ; Mendonça Santos, ML; Minasny, B; Montanarella, L; Odeh, IOA;  Sanchez, PA; Thompson, JA; Zhang, GL. 2014a. GlobalSoilMap: toward a  fine-resolution global grid of soil properties. Advances in Agronomy 125:93-134.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198689&pid=S2305-0683201500020000100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Arrouays, D; McBratney A.B; Minasny, B;  Hempel, JW; Heuvelink, GBM; MacMillan, RA; Hartemink, AE; Lagacherie P;  McKenzie NJ. 2014b. The Global Soil Map project specifications. In: Arrouays,  D; McKenzie, N; Hempel, JW; Richer de Forges, A, McBratney, AB. eds. Global Soil  Map: Basis of the global spatial soil information system. Taylor &amp; Francis  Group, London. p. 9-12.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198691&pid=S2305-0683201500020000100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Basher, LR. Is pedology dead  and buried? 1997. Australian Journal of Soil Research 35:979-994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198693&pid=S2305-0683201500020000100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Burrough, PA; Bouma, J; Yates SR. 1994. The  state of the art in pedometrics. Geoderma 62:311-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198695&pid=S2305-0683201500020000100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Carré, F; McBratney, AB; Mayr, T; Montanarella, L. 2007. Digital soil  assessments: Beyond DSM, Geoderma 142:69-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198697&pid=S2305-0683201500020000100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Cavazzi, S; Corstanje, R; Mayr, T; Hannam, J; Fealy, R. 2013. Are fine  resolution digital elevation models always the best choice in digital soil mapping?  Geoderma 195-196:111-121.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198699&pid=S2305-0683201500020000100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Connolly, J; Holden, NM; Ward, SM. 2007. Mapping peatland in Ireland  using a rulebased methodology and digital data. Soil Science Society of America Journal. 71:492-499.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198701&pid=S2305-0683201500020000100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Curcio, GR.  Levantamento de solos: uma reflexão. 2014.  Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do  Solo 39(1):28-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198703&pid=S2305-0683201500020000100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dalmolin,  RSD. Faltam pedólogos no Brasil. 1999. Boletim  Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo 24(1):13-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198705&pid=S2305-0683201500020000100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dalmolin,  RSD.; Klamt, E.; Pedron, FA.; Azevedo, AC. 2004. Relação entre as  características e o uso das informações de levantamentos de solos de diferentes  escalas. Ciência Rural 34:1479-1486.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198707&pid=S2305-0683201500020000100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dalmolin, RSD; ten Caten, A; Silva, CA; Ruiz,  LFC. 2012. Decision tree models to  soil mapping and land suitable classification. 4th International  Congress EUROSOIL. Bari, Italy. p.933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198709&pid=S2305-0683201500020000100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dotto, A; Dalmolin, RSD;  Pedron, FA; ten Caten, A; Ruiz, LFC. 2014. Mapeamento  digital de atributos: granulometria e matéria orgânica do solo utilizando  espectroscopia de de reflectância difusa. Revista Brasileira de Ciência do Solo  38:1663-1671.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198711&pid=S2305-0683201500020000100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Giasson, E; Sarmento,  EC; Weber, E; Flores, CA; Hasenack, H. 2011. Decision trees for digital soil mapping on  subtropical basaltic steeplands. Scientia Agrícola 68:167-174.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198713&pid=S2305-0683201500020000100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Grimm, R; Behrens, T; Märker, M; Elsenbee, H.  2008. Soil organic carbon  concentrations and stocks on Barro Colorado Island-Digital soil mapping using  Random Forests analysis. Geoderma 146:102-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198715&pid=S2305-0683201500020000100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Gruwald, S. 2009. Multi-criteria  characterization of recent digital soil mapping and modeling approaches.  Geoderma 152:195-207.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198717&pid=S2305-0683201500020000100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Grunwald, S; McBratney, AB; Thompson, JA; Minasny B; Boettinger, JL.  2012. Digital Soil Mapping in a Changing World. In: Minasny, B; Malone, BP;  McBratney, AB. Eds. Digital Soil Assessments and Beyond: Proceedings  of the 5th Global Workshop on Digital Soil Mapping. Boca Raton, CRC  Press. 482 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198719&pid=S2305-0683201500020000100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hansen, MK; Brown, D.J; Dennison, PE; Graves, SA; Bricklemyer, RS. 2009.  Inductively mapping expert-derived soil-landscape units within dambo wetland  catenae using multispectral and topographic data. Geoderma 150:72-84.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198721&pid=S2305-0683201500020000100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Häring, T; Dietz, E; Senstetter, S; Koschitzki, T; Schröder, B. 2012.  Spatial disaggregation of complex soil map units: A decision-tree based  approach in Bavarian forest soils. Geoderma  185-186:37-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198723&pid=S2305-0683201500020000100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hartemink, AE; 2008. Soil map density and nation's wealth and income.  In: Hartemink, AE; McBratney, AB; Mendonca-Santos, ML. eds. Digital soil  mapping with limited data. Dordrecht. Springer. p. 53-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198725&pid=S2305-0683201500020000100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hartemink, EA; Krasilnikov, P; Bockheim, JG. 2013. Soil maps of the  world. Geoderma 207-208:256-267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198727&pid=S2305-0683201500020000100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hartemink, AE; Minasny, B. 2014. Towards digital soil morphometrics.  Geoderma 230-231:305-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198729&pid=S2305-0683201500020000100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hartemink, AE. 2015. The use of soil classification in journal papers between 1975 and 2014.  Geoderma Regional 5:127-139.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198731&pid=S2305-0683201500020000100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Hempel, JW; McBratney,  AB; Arrouays, D; McKenzie, NJ; Hartemink, AE. 2014. GlobalSoilMap project  history. In: Arrouays, D; McKenzie, NJ; Hempel, JW; Richer de Forges, A;  McBratney, AB. eds. Global Soil Map. Basis of the Global Spatial Soil  Information System. Proceedings of the First Global Soil Map Conference. Boca Raton, CRC  Press. p. 3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198733&pid=S2305-0683201500020000100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">IBGE. Coordenação de Recursos Naturais e Estudos  Ambientais. 2007. Manual Técnico de Pedologia 2.ed. Rio de Janeiro, IBGE.  Consultado em 28 de set 2015. Disponível em http://geoftp.ibge.gov.br/documentos/recursos_naturais/manuais_tecnicos/manual_tecnico_pedologia.pdf</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198735&pid=S2305-0683201500020000100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">IUSS. 2015. International Union of Soil Sciences, IUSS Working Groups. Consultado em 23  de out 2015. Disponível em http://www.iuss.org</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198736&pid=S2305-0683201500020000100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Kerry, R; Goovaerts, P; Rawlins, BG; Marchant,  BP. 2012. Disaggregation of legacy  soil data using area to point kriging for mapping soil organic carbon at the  regional scale. Geoderma 170:347-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198737&pid=S2305-0683201500020000100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Lagacherie, P; McBratney, AB. 2007. Spatial soil information systems and  spatial soil inference systems: perspectives for digital soil mapping. In:  Lagacherie, P; McBratney, AB; Voltz, M. eds. Digital soil mapping-an introductory perspective. Amsterdam,  Elsevier Science. p. 3-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198739&pid=S2305-0683201500020000100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Lagachier, P. 2008. Digital Soil Mapping: A State of the Art. In Hartemink,  AE; McBratney, AB; Mendonça-Santos, ML. eds. Digital Soil Mapping with Limited  Data. Amsterdam, Elsevier Science. p. 3-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198741&pid=S2305-0683201500020000100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Lepsch, IF. 2011. 19 lições de pedologia. São  Paulo, Oficina de textos. 456. p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198743&pid=S2305-0683201500020000100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">McBratney, AB; Odeh, IOA; Bishop, TFA; Dunbar,  MS; Shatar, TM. 2000. An overview of pedometric  techniques for use in soil survey. Geoderma 97:293-327.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198745&pid=S2305-0683201500020000100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">McBratney, AB; Mendonça-Santos, ML; Minasny, B.  On digital soil mapping. 2003. Geoderma 117:3-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198747&pid=S2305-0683201500020000100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Mendonça-Santos, ML; Manzatto; CV. 2007.  Pedologia ou Pedometria? Modelo discreto ou contínuo? Mapeamento tradicional ou  digital? Boletim Informativo da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo 32(1):21-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198749&pid=S2305-0683201500020000100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Minasny, B; McBratney,  AB. 2010. Methodologies for Global Soil Mapping. In: Boettinger, JL; Howell,  DW; Moore, AC; Hartemink, AE; Kienast-Brown, S. eds. Digital Soil Mapping,  Bridging Research, Environmental Application and Operation: Logan, Utah.  Springer. p. 429-436.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198751&pid=S2305-0683201500020000100034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Minasny, B; McBratney,  AB. 2015. Digital soil mapping: a brief history and some lessons. Geoderma. In  press.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198753&pid=S2305-0683201500020000100035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Nachtergaele, FO; van  Ranst, E. 2003. Qualitative and quantitative aspects of soil databases in  tropical countries. In: Stoops, G. ed. Evolution of tropical soil science: past  and future. Brussel, Koninklijke Academie voor Overzeese Wetenschappen. p.107-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198755&pid=S2305-0683201500020000100036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Odgers, NP; Minasny, B;  McBratney, AB. 2011a. Bottom-up digital soil mapping. I. Soil layer classes.  Geoderma. 163:38-44.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198757&pid=S2305-0683201500020000100037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Odgers, NP; Minasny, B;  McBratney, AB. 2011b. Bottom-up digital soil mapping. II. Soil series  classes. Geoderma 163:30-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198759&pid=S2305-0683201500020000100038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Omuto, C; Nachtergaele, F; Rojas, RV. 2013. State of the Art Report on Global and regional Soil Information: Where  are we? Where to go? Technical Report. Rome: FAO. 69. p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198761&pid=S2305-0683201500020000100039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Samuel-Rosa, A; Dalmolin,  RSD; Miguel, P. 2013. Building predictive models of soil particle-size  distribution. Revista Brasileira de Ciência do Solo 37:422-430.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198763&pid=S2305-0683201500020000100040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Sanchez, PA; Ahamed, S;  Carre, F; Hartemink, AE; Hempel, J; Huising, J; Lagacherie, P; McBratney, AB;  McKenzie, NJ; Mendonça-Santos, ML; Minasny, B; Montanarella, L; Okoth, P; Palm,  CA; Sachs, JD; Shepherd, KD; Vagen, TG; Vanlauwe, B; Walsh, MG; Winowiecki,  LA.; Zhang, GL. 2009. Digital soil map of the world. Science 325:680-681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198765&pid=S2305-0683201500020000100041&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Streck, EV; Dalmolin,  RSD; Flôres, CA. 2014. A utilidade social dos mapas desolos  produzidos no Brasil: o caso do Rio Grande do Sul. Boletim  Informativo Sociedade Brasileira de Ciência do Solo 39(1): 20-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198767&pid=S2305-0683201500020000100042&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">ten Caten, A; Dalmolin, RSD.; Pedron, FA; Mendonça-Santos, ML. 2011. Componentes principais como  preditores no mapeamento digital de classes de solos. Ciência Rural 41:1170-1176.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198769&pid=S2305-0683201500020000100043&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">ten Caten, A; Dalmolin, RSD; Mendonça-Santos, ML; Giasson, E. 2012.  Mapeamento digital de classes de solos: características da abordagem  brasileira. Ciência Rural 42:1989-1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198771&pid=S2305-0683201500020000100044&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">ten Caten, A; Dalmolin,  RSD; Pedron, FA; Ruiz, LFC; Silva, CA. 2013. An appropriate data set size for digital soil  mapping in Erechim, Rio Grande do Sul, Brazil. Revista Brasileira de Ciência do Solo 37:359-366.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198773&pid=S2305-0683201500020000100045&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">ten Caten, A; Dalmolin, RSD. 2014.  Geoprocessamento como aliado da pedologia. Boletim  Informativo Sociedade Brasileira de Ciência do Solo 39(1): 32-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=198775&pid=S2305-0683201500020000100046&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Wilding,  L.P. 1985. 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