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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aprendizagens da matemática na valorização do meio ambiente. Um processo materializado em ações e concepções educacionais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper aims to report a pedagogical experiment conducted in-SERTA Alternative Technology Service, with students of Informatics and Health Registry, the State Technical School Humberto José Cavalcanti de Moura in Limoeiro-PE. The research has as its core reference work for pedagogical projects, relating mathematical content with the policy of sustainable development in the appreciation of the environment, worked as guides in developing strategies and procedures of teaching and learning. The construction of the theoretical framework aims to discuss the construction of logico-mathematical knowledge, emphasizing the importance of the environment, using procedures interdisciplinary, allowing students to interact with extra-curricular proposal that seeks to enhance the earth, man's relationship with the environment and Mathematics teaching in order to enrich the students' cognitive processes involved in the teaching of mathematics related to the environment.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="3" face="Verdana"><b>ART&Iacute;CULO  ORIGINAL</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="Verdana"><b>Aprendizagens  da matem&aacute;tica na valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.  Um processo materializado em a&ccedil;&otilde;es e concep&ccedil;&otilde;es educacionais</b></font></p>       <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b><i>Learning of mathematics in the valuation of the environment. A a process materialized in actions and educational concepts</i></b></font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Edjair Jos&eacute; C. de Souza(1)</b></font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Carlos Alberto Silva(2)</b></font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">1. Mestre em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o. Doutorando em Ci&ecirc;ncia da Educa&ccedil;&atilde;o. SEDUC-PE,  Brasil/ETE-Limoeiro. Prof. De Matem&aacute;tica.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">2. Mestre em Psicologia da Educa&ccedil;&atilde;o. Doutorando em Ci&ecirc;ncia da Educa&ccedil;&atilde;o. SEDUC-PE,  Brasil/ETE-Limoeiro. Prof. De Espanhol.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Correspondencia: </b>Edjair Jos&eacute; C. de Souza. E-mail: souzaedjair@hotmail.com</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Recibido:  18/11/2011. Aceptado: 20/04/2012.</font></p>       <p align="left">&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i><b>Resumo: </b>O  presente artigo objetiva relatar uma experi&ecirc;ncia pedag&oacute;gica realizada no  SERTA-Servi&ccedil;o de Tecnologia Alternativa, com alunos dos cursos de Inform&aacute;tica e  Registro em sa&uacute;de, da Escola T&eacute;cnica Estadual Jos&eacute; Humberto de Moura Cavalcanti  em Limoeiro-PE. A pesquisa em alus&atilde;o tem como ess&ecirc;ncia o trabalho por projetos  pedag&oacute;gicos, relacionando conte&uacute;dos matem&aacute;ticos com a pol&iacute;tica de  desenvolvimento sustent&aacute;vel na valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, trabalhados como  condutores na elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e procedimentos de ensino e  aprendizagem. A constru&ccedil;&atilde;o do quadro te&oacute;rico visa discutir a constru&ccedil;&atilde;o do  conhecimento l&oacute;gico matem&aacute;tico, valorizando a import&acirc;ncia do meio ambiente,  usando procedimentos interdisciplinares, possibilitando ao aluno interagir com  proposta extra-escolar que busque valorizar a terra, a rela&ccedil;&atilde;o do homem com o  meio ambiente e o ensino de Matem&aacute;tica, a fim de enriquecer os processos  cognitivos dos discentes envolvidos com o ensino de Matem&aacute;tica relacionado ao  meio ambiente.</i></font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i><b>Palavras-chave:</b> Matem&aacute;tica, desenvolvimento  sustent&aacute;vel, aprendizagem, valoriza&ccedil;&atilde;o.</i></font></p>      <p align="left">&nbsp;</p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i><b>Abstract:</b> This paper  aims to report a pedagogical experiment conducted in-SERTA Alternative  Technology Service, with students of Informatics and Health Registry, the State  Technical School Humberto Jos&eacute; Cavalcanti de Moura in Limoeiro-PE. The research  has as its core reference work for pedagogical projects, relating mathematical  content with the policy of sustainable development in the appreciation of the  environment, worked as guides in developing strategies and procedures of  teaching and learning. The construction of the theoretical framework aims to  discuss the construction of logico-mathematical knowledge, emphasizing the  importance of the environment, using procedures interdisciplinary, allowing  students to interact with extra-curricular proposal that seeks to enhance the  earth, man's relationship with the environment and Mathematics teaching in  order to enrich the students' cognitive processes involved in the teaching of  mathematics related to the environment.</i></font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i><b>Keywords:</b> Mathematics,  sustainable development, learning, recovery.</i></font></p>   <hr size="1" noshade>     <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A vis&atilde;o contempor&acirc;nea do ensino de  Matem&aacute;tica com suas m&uacute;ltiplas facetas, fomenta meios significativos de  aprendizagem, viabilizando importantes ferramentas que possibilitem a  valoriza&ccedil;&atilde;o do processo de cogni&ccedil;&atilde;o, integrando o homem ao meio ambiente. No  entanto, mesmo n&atilde;o sendo considerada por alguns uma ci&ecirc;ncia de observa&ccedil;&atilde;o, a  Matem&aacute;tica tem importante implica&ccedil;&otilde;es em diversas atividades do dia a dia, pois  &eacute; poss&iacute;vel observar que diversas estruturas abstratas podem ser materializadas  atrav&eacute;s de v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es reais que podem tamb&eacute;m contribuir para o  desenvolvimento de uma maior compreens&atilde;o da valoriza&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento  sustent&aacute;vel, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o mutual&iacute;stica entre a Matem&aacute;tica e o  Ambiente em que vivemos.</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">In&uacute;meras s&atilde;o as ferramentas  tecnol&oacute;gicas que materializam conceitos matem&aacute;ticos como princ&iacute;pio b&aacute;sico.  Dessa forma, deduzimos que na rela&ccedil;&atilde;o com o Meio Ambiente n&atilde;o &eacute; diferente,  tamb&eacute;m podemos destacar diversos instrumentos e procedimento que podem auxiliar  numa proposta multidisciplinar.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A atividade rural &eacute; muito rica em  conte&uacute;dos matem&aacute;ticos, isso pode ser visto em v&aacute;rias situa&ccedil;&otilde;es, tais como, na  Medida de Comprimento, destacando a aplica&ccedil;&atilde;o do Per&iacute;metro; Medida de &aacute;rea,  focando a aplica&ccedil;&atilde;o de &aacute;rea; Medida de Volume, estudando a aplica&ccedil;&atilde;o do volume;  medida de Massa, destacando a aplica&ccedil;&atilde;o do grama, seus m&uacute;ltiplos e  subm&uacute;ltiplos; Medida de Tempo, aplicando convers&atilde;o de unidades ligada &agrave;  transforma&ccedil;&atilde;o de unidades relacionadas a horas, minutos e segundo; Medidas  Agr&aacute;rias, trabalhando o hectare, a l&eacute;gua, o alqueire, entre outros; Fun&ccedil;&atilde;o de  1&ordm; e 2&ordm; graus, em estudos ligados ao Custo, Receita e Lucro, entre outros.  Portanto, o modelo matem&aacute;tico pode ser associado a outros elementos que, de  certa forma, possibilita o entendimento de um conjunto de saberes &uacute;teis na  rela&ccedil;&atilde;o do homem com o meio ambiente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O ponto de partida da nossa pesquisa  foi evidenciado atrav&eacute;s da seguinte situa&ccedil;&atilde;o problema: <b>N&atilde;o sabemos de forma concisa quando e como surgiu a Matem&aacute;tica, por&eacute;m,  n&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida de que essa ci&ecirc;ncia foi constru&iacute;da fora da sala de aula, e n&atilde;o  est&aacute; desligada do mundo concreto em que vivemos, portanto, como pode o  professor de Matem&aacute;tica se basear apenas em atividades de sala de aula para  reconstruir tais conceitos? </b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A nossa hip&oacute;tese foi baseada no fato  de que &eacute; poss&iacute;vel aprender Matem&aacute;tica lidando diretamente com diversas  atividades pr&aacute;ticas, compreendendo o papel do homem na rela&ccedil;&atilde;o com o meio  ambiente, para tanto, &eacute; necess&aacute;rio sair da sala de aula, viabilizando aos  alunos a intera&ccedil;&atilde;o com aspectos mais pr&aacute;ticos do cotidiano de forma multidisciplinar.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Como objetivo, buscamos evidenciar para o corpo  discente a rela&ccedil;&atilde;o dos conte&uacute;dos matem&aacute;ticos com diversas atividades  desenvolvidas pelo homem do campo procurando desenvolver compet&ecirc;ncias,  possibilitando ao aluno ler e interpretar diversas unidades agr&aacute;rias, al&eacute;m de  conhecer as principais caracter&iacute;sticas de uma propriedade rural que tem como  prioridade o desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; metodologia, foram descritos os aspectos  utilizados na pesquisa, bem como, o perfil do aluno, professor e escola,  sujeitos envolvidos na pesquisa, t&eacute;cnica de coletas de dados, entre outros.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Finalizaremos com uma apresenta&ccedil;&atilde;o de alguns  indicativos de futuro, a fim de poder subsidiar os docentes que atuam na &aacute;rea  da Matem&aacute;tica. Sendo assim, s&atilde;o evidenciadas as obras consultadas.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>A  rela&ccedil;&atilde;o conceitual da matem&aacute;tica relacionada aos aspectos do quotidiano</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">A necessidade de sobreviver vencendo obst&aacute;culos  impulsionou o indiv&iacute;duo a construir estrat&eacute;gias que o levassem a se adaptar e a  buscar resposta para as suas indaga&ccedil;&otilde;es. A edifica&ccedil;&atilde;o dos n&uacute;meros emergiu como  ferramenta dessa adapta&ccedil;&atilde;o, pois a sua g&ecirc;nese contribuiu para organizar  atividades, que na &eacute;poca, serviam de base para o desenvolvimento de atividade  vital ao ser humano como estrat&eacute;gias militares, em que o homem procurava saber  qual das tribos era mais numerosa, cria&ccedil;&atilde;o de rebanhos, uso de marcas em ossos,  entre outros.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dessa forma, afirma Cyrino (2006, p. 09),</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>Certamente, perguntamo-nos em que  momento o homem come&ccedil;ou a desenvolver a matem&aacute;tica. Tudo nos leva a crer que a  matem&aacute;tica surgiu na vida do homem a partir das necessidades em seu cotidiano  desde a &eacute;poca em que ele lutava pela sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie.</i></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A partir do que &eacute; demonstrado pelo autor, n&atilde;o  podemos negar que o modo de viver do homem tem importantes implica&ccedil;&otilde;es no  desenvolvimento das ci&ecirc;ncias, como tal, a Matem&aacute;tica n&atilde;o fica de fora.  Portanto, seria impertinente a preocupa&ccedil;&atilde;o com a origem e a constru&ccedil;&atilde;o da  Matem&aacute;tica sem o entendimento de quest&otilde;es relacionadas a mundo emp&iacute;rico, pois  percebemos que esse quest&atilde;o n&atilde;o pode ser tratada como algo totalmente  desvinculado de tais edifica&ccedil;&otilde;es.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Para D`Ambrosio (2008, p. 22), &ldquo;o que chamamos  Matem&aacute;tica &eacute; uma resposta &agrave; busca de sobreviv&ecirc;ncia e de transcend&ecirc;ncia,  acumulada e transmitida ao longo de gera&ccedil;&otilde;es, desde a pr&eacute;-hist&oacute;ria&rdquo;. Observamos  que adaptar-se em busca de uma sobreviv&ecirc;ncia com mais qualidade de vida tamb&eacute;m  tem impulsionado o progresso da Matem&aacute;tica, o autor descreve a busca, como um  processo norteado pela curiosidade, possibilitando ao homem descobrir  ferramentas pertinentes ao processo de constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A concep&ccedil;&atilde;o de constru&ccedil;&atilde;o da Matem&aacute;tica atual  vista por leigo e por especialista conota a exist&ecirc;ncia de duas polaridades: o  abstrato e o material. No entanto, todas as constata&ccedil;&otilde;es que vimos, ainda  perdura a concep&ccedil;&atilde;o plat&ocirc;nica sobre a ideia da Matem&aacute;tica. Compreender a sua  hist&oacute;ria &eacute; importante para buscar respostas que auxiliem na constru&ccedil;&atilde;o de uma  proposta mais pragm&aacute;tica, mais pr&oacute;xima da sua materialidade.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O ensino atual dessa disciplina n&atilde;o tem dado  margem &agrave; desconstru&ccedil;&atilde;o do estigma de algo intricado, pois a Matem&aacute;tica &eacute;  geralmente considerada como uma ci&ecirc;ncia &agrave; parte, desligada da realidade,  vivendo na penumbra do gabinete, gabinete fechado, onde n&atilde;o entram os ru&iacute;dos do  mundo exterior, nem o sol, nem os clamores dos homens, (Cara&ccedil;a, 1975, p. 13, <i>apud</i> Bicudo, p. 25). Assim, o seu  significado hoje se relaciona como sin&ocirc;nimo de dificuldade, dando-lhe status de  uma ci&ecirc;ncia superior, com um grau de abstra&ccedil;&atilde;o que perpassa o concreto em uma  dimens&atilde;o muito ampliada.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conceito surge na forma&ccedil;&atilde;o do conhecimento como  um divisor de &aacute;guas na hist&oacute;ria da constru&ccedil;&atilde;o do saber, a sua exist&ecirc;ncia surge  substituindo o m&iacute;tico como explica&ccedil;&atilde;o intelig&iacute;vel dos fatos, ou seja, nem  sempre a constru&ccedil;&atilde;o de conhecimento se deu atrav&eacute;s da observa&ccedil;&atilde;o e intera&ccedil;&atilde;o  com a rela&ccedil;&atilde;o conceitual. Assim, Homero (&Iacute;liada e Odisseia) e Hes&iacute;odo (Teogonia  e Dos trabalhos e dos Dias) s&atilde;o considerados os educadores da H&eacute;lade (como se  chamava a Gr&eacute;cia) por excel&ecirc;ncia, bem como os rapsodos (uma esp&eacute;cie de ator,  cantor, recitador) eram tidos como portadores de uma verdade fundamental sobre  a origem do universo, das leis etc., por reproduzirem as narrativas contidas  nas obras daqueles autores. At&eacute; o s&eacute;culo VI a.C.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">De acordo com Severino (2007, p. 68) &ldquo;do que as  pesquisas antropol&oacute;gicas nos revelam, podemos saber que a forma mais ancestral  de os homens buscarem com alguma sistematicidade a explica&ccedil;&atilde;o, o sentido das  coisas, foi o mito&rdquo;. Cada ci&ecirc;ncia desenvolve o seu sistema conceitual, ou seja,  os conceitos podem variar de acordo com cada uma delas. Portanto, a  interpreta&ccedil;&atilde;o de um conceito depende do campo em que este est&aacute; focado, por  exemplo, na matem&aacute;tica a palavra produto representa o resultado de uma  multiplica&ccedil;&atilde;o entre dois ou mais valores, j&aacute; em marketing este conceito n&atilde;o  seria o mesmo. Portanto, essa quest&atilde;o descreve a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o  conceitual. Consideramos importante antes de se fazer um c&aacute;lculo entender o  significado de um termo matem&aacute;tico, pois muitas vezes os alunos calculam coisas  sem entender o que est&atilde;o calculando.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo Goode e Hatt (1969: 55-57, apud Lakatos e  Marconi), podemos referir-nos ao sistema te&oacute;rico de uma ci&ecirc;ncia como um sistema  conceitual. Para as autoras, o conceito s&atilde;o s&iacute;mbolos do fen&ocirc;meno, ou seja, este  simboliza as inter-rela&ccedil;&otilde;es emp&iacute;ricas, enquanto os fatos materializam os  fen&ocirc;menos. Essas rela&ccedil;&otilde;es s&atilde;o abstratas, e a apropria&ccedil;&atilde;o dos fatos carece de um  entendimento dessa rela&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, pois estes fatos n&atilde;o s&atilde;o concebidos como  verdades &uacute;nicas, &eacute; preciso investiga&ccedil;&atilde;o,  uma vez que o fato n&atilde;o &eacute; definitivo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">No que afirmam Lakatos e Marconi (2006), lidar  diretamente com os fatos n&atilde;o &eacute; uma caracter&iacute;stica inerente &agrave; ci&ecirc;ncia, pois ela  se relaciona diretamente com os conceitos. J&aacute; para Ander-Egg (1978, p. 19, apud  Lakatos e Marconi), os conceitos s&atilde;o abstra&ccedil;&otilde;es l&oacute;gicas elaboradas pelos  cientistas, podendo ser captadas ou aprendidas. Segundo Plat&atilde;o (<i>apud</i> Oliveira, 2009), os conceitos t&ecirc;m a  sua origem no esp&iacute;rito, e n&atilde;o segundo a experi&ecirc;ncia. Para Hume (apud Oliveira,  p.117), o conceito &eacute; apenas um nome, enquanto para Kant (apud Oliveira, p.  117), o conceito &eacute; uma realidade que &eacute; determinada pela raz&atilde;o. A base de todo  conhecimento &eacute; um arranjo de conceitos, que se liga a nossa realidade atrav&eacute;s dos  fatos. A intera&ccedil;&atilde;o social tem, de certa forma, exercido influencia na forma&ccedil;&atilde;o  de v&aacute;rios aspectos que possibilitam o entendimento da din&acirc;mica conceitual.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Todo comportamento &eacute; aprendido, vivemos  estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es que possam nos auxiliar a entender a forma&ccedil;&atilde;o das  ideias. Exceto o esquema sugar, todo conhecimento se constr&oacute;i atrav&eacute;s do meio,  interagindo com objetos, pessoas, entre outros. Portanto, a &uacute;nica coisa que n&atilde;o  precisamos aprender &eacute; o ato de sugar, os demais comportamentos t&ecirc;m que interagir  com o ambiente para aprender.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><i>O desenvolvimento humano &eacute; bem mais  simples e pura forma&ccedil;&atilde;o de conex&otilde;es reflexas ou associativas pelo c&eacute;rebro, e  muito mais um desenvolvimento social que envolve, portanto, uma intera&ccedil;&atilde;o e uma  media&ccedil;&atilde;o qualificada entre educador (pai, m&atilde;e, av&ocirc;, av&oacute;, irm&atilde;, colega,  professor) e o aprendiz. Vygotsky (apud Antunes, 2005, p. 27).</i></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conhecimento l&oacute;gico matem&aacute;tico se relaciona com  id&eacute;ias abstratas e interpretativas, s&atilde;o conhecimentos articulados atrav&eacute;s de  conceitos. Para Lakatus e Marconi (2006), mesmo na mente humana, a rela&ccedil;&atilde;o  desse conhecimento &eacute; conceitual e n&atilde;o fisiol&oacute;gico.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conceito de livro, por exemplo, &eacute; muito  abrangente, por&eacute;m se dissermos o livro &eacute; de Paulo, caso n&atilde;o haja uma  verifica&ccedil;&atilde;o dessa quest&atilde;o, dependendo da credibilidade do interlocutor, se  aceita como verdade, ou seja, acredita-se que realmente o livro &eacute; de Paulo.  Logo, muitas vezes a falta de aplicabilidade pr&aacute;tica dificulta a compreens&atilde;o de  um conceito ou forma uma base aparente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Para Lakatos e Marconi (2006, p. 115), &ldquo;o conceito  expressa uma abstra&ccedil;&atilde;o, formada mediante a generaliza&ccedil;&atilde;o de observa&ccedil;&otilde;es  particulares&rdquo;. No entanto, &eacute; importante que as evid&ecirc;ncias individuais possam  servir de ponto de partida para as constru&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas. As autoras ainda mostram  a diferen&ccedil;a entre conceito e constructos, pois o segundo &eacute; um conceito  consciente e deliberadamente inventado ou adotado com prop&oacute;sito cientifico, as quais utilizam conceitos de n&iacute;vel  inferior de abstra&ccedil;&atilde;o para a sua constru&ccedil;&atilde;o. Vejam que a reorganiza&ccedil;&atilde;o de  conceitos mais simples favorece a forma&ccedil;&atilde;o de um conhecimento mais abrangente.  Neste sentido, partir do ponto de vista do aluno, reajustando os conceitos mais  simples, formado pelas suas experi&ecirc;ncias pode facilitar a sua aprendizagem.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>A  proposta educacional ao desenvolvimento sustent&aacute;vel (PEADS)</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Atualmente existem in&uacute;meras formas  de ensinar, por&eacute;m, mesmo com tanto aparato tecnol&oacute;gico a transposi&ccedil;&atilde;o did&aacute;tica  parece se distanciar dos alunos que s&atilde;o oriundos das zonas rurais. A Proposta  Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (PEADS) foi criada pelo  Servi&ccedil;o de Tecnologia Alternativa (SERTA), e seis munic&iacute;pios do agreste  pernambucano t&ecirc;m a oportunidade de trabalhar com essa proposta de ensino, sendo  eles: Gravat&aacute;, Ch&atilde; Grande, Orob&oacute;,&nbsp; Bom  Jardim, Surubim e Jo&atilde;o Alfredo.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Essa proposta de ensino foi criada  atrav&eacute;s de reflex&otilde;es oriundas do trabalho desenvolvido por um grupo de t&eacute;cnicos  agr&iacute;colas que realizavam capacita&ccedil;&otilde;es visando &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de tecnologias  alternativas que facilitavam o trabalho do homem do campo e, ao mesmo tempo,  apontavam para uma maior preocupa&ccedil;&atilde;o com os cuidados com o solo, com os animais  e, com o pr&oacute;prio homem, fazendo surgir uma pol&iacute;tica de desenvolvimento  sustent&aacute;vel.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A PEADS oferece aos jovens da zona  rural uma pedagogia mais voltada para o seu meio cultural, viabilizando a  valoriza&ccedil;&atilde;o da atividade agr&iacute;cola. Para Moura (2003), a cria&ccedil;&atilde;o dessa pedagogia  visava levar alunos e professores a uma produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento que fosse &uacute;til  &agrave;s fam&iacute;lias, que incorporasse outros valores, que se preocupasse com o  desenvolvimento, pois, segundo Moura (2003 P. 81), &ldquo;quem quer ensinar para  mudar n&atilde;o pode se ater aos modelos tradicionais de repasse e transmiss&atilde;o de  conhecimento, pois o conhecimento puramente intelectual &eacute; uma atividade do  conhecimento&rdquo;. Ou seja, a quest&atilde;o crucial de se empregar um m&eacute;todo de ensino  diferenciado &eacute; fazer as pessoas conhecerem, interagirem e valorizarem a sua  cultura atrav&eacute;s n&atilde;o apenas nos livros mas do conhecimento intr&iacute;nseco na rela&ccedil;&atilde;o  do homem com a natureza. Portanto, alguns professores, secret&aacute;rios municipais,  diretores e familiares percebem a import&acirc;ncia de acrescentar nas escolas  disciplinas como Pr&aacute;ticas Agr&iacute;colas, Meio Ambiente, Cooperativismo. Tais  conte&uacute;dos podem ser associados as disciplinas do curr&iacute;culo, agregando a cada  &aacute;rea do conhecimento significado real.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>A matem&aacute;tica e a PEADS</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">H&aacute; alguns anos, o SERTA publicou um  artigo que mostrava que os alunos que participavam do com&eacute;rcio de produtos  agr&iacute;colas produzidos pelos seus pais e familiares aprendiam mais Matem&aacute;tica que  os alunos que n&atilde;o vivenciavam essas atividades e estavam matriculados na escola  formal. Portanto, o resultado desse artigo mostra que a atividade do campo,  al&eacute;m de ser din&acirc;mica, apresenta um perfil que &eacute; muito rico em elementos  concretos que possibilitam meios de aprendizagem. N&atilde;o queremos aqui desfazer do  car&aacute;ter formal da Matem&aacute;tica, por&eacute;m queremos dizer que os alunos que s&atilde;o  oriundos de regi&otilde;es rurais disp&otilde;em de um grande laborat&oacute;rio que pode facilitar  a compreens&atilde;o da Matem&aacute;tica formal. Atividades como contar, calcular sal&aacute;rio,  despesas, renda, mercadorias para abastecer a casa, olhar o rel&oacute;gio, observar  dist&acirc;ncias, tempo para chegar &agrave; escola, podem auxiliar na constru&ccedil;&atilde;o do  conhecimento l&oacute;gico matem&aacute;tico.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O estudo realizado pelo SERTA em  06/07/1997, ainda destaca que atividades como contar a produ&ccedil;&atilde;o semanal dos  pais, o pre&ccedil;o dos produtos na Central de Abastecimento da  Secretaria de Agricultura-CEASA, tirar as despesas de frete, saber se o  pai ganhou ou perdeu dinheiro naquela semana, naquele m&ecirc;s. Calcular diversas  opera&ccedil;&otilde;es a partir da varia&ccedil;&atilde;o semanal, pesquisar sobre o custo da estaca, do  arame, da m&atilde;o de obra, da aduba&ccedil;&atilde;o, da irriga&ccedil;&atilde;o, da colheita, do frete, da  produ&ccedil;&atilde;o por p&eacute;, por horta, por per&iacute;odo de safra, por semana, por m&ecirc;s, por  inverno, por ver&atilde;o etc., habilitam o aluno a desenvolver muitos outros  c&aacute;lculos. Embora essas situa&ccedil;&otilde;es com a Matem&aacute;tica possam ser encontradas no  cotidiano de alunos tamb&eacute;m da zona urbana, o estudo do SERTA destacou apenas os  alunos da zona rural.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Breve descri&ccedil;&atilde;o de algumas atividades  vivenciadas durante a pesquisa</b></font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Foram vivenciadas diversas  atividades, as quais propiciaram ao corpo discente observar o quanto a  Matem&aacute;tica est&aacute; presente no meio Ambiente. Entre tantas, destacamos algumas:</font></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Estufa  geod&eacute;sica:</b>Estufas  s&atilde;o estruturas com o objetivo de acumular e conter o calor no seu interior,  mantendo assim uma temperatura maior no seu interior que ao seu redor.  Normalmente composta de uma caixa e uma fonte de calor, a estrutura Geod&eacute;sica &eacute;  a resultante da estrutura de uma esfera. Como o nome indica, sua forma vem da  forma do planeta. Na Geod&eacute;sica, quanto maior o espa&ccedil;o, maior o volume, e cada  vez menos material &eacute; utilizado. <i>Geod&eacute;sica</i> &eacute; um termo matem&aacute;tico que <i>estuda</i> e se preocupa com a descri&ccedil;&atilde;o da forma e tamanho da terra. Portanto,  na atividade de campo o aluno observou a finalidade da utiliza&ccedil;&atilde;o de estufas  com essa caracter&iacute;stica e, o conhecimento matem&aacute;tico intr&iacute;nseco a essa quest&atilde;o.</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f1.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Horta pavio: </b>A  horta representa um grande loco de aprendizagem, pode ser estudada em diversas  atividades e disciplinas. Durante a pesquisa foi destacada a import&acirc;ncia de  algumas hortali&ccedil;as, al&eacute;m de se valorizarem elementos que podem favorecer a  compreens&atilde;o de v&aacute;rios conte&uacute;dos matem&aacute;ticos, tais como, o c&aacute;lculo de &aacute;rea, a  diferen&ccedil;a entre &aacute;rea e per&iacute;metro, o trabalho com sistemas de medidas, etc.  Outros temas tamb&eacute;m foram destacados na pesquisa,  como fotoss&iacute;ntese, desenvolvimento de plantas, a vida  dos insetos e de que forma fazer o controle de algumas pragas sem agredir o  meio ambiente.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="1a05f2"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f2.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Rel&oacute;gio solar: </b>O  rel&oacute;gio solar propiciou aos discentes entender as  primeiras aplica&ccedil;&otilde;es do conhecimento do movimento aparente do Sol e do uso das sombras. O  rel&oacute;gio solar &eacute; um instrumento que determina as  divis&otilde;es  do dia atrav&eacute;s  do movimento da sombra. A constru&ccedil;&atilde;o de rel&oacute;gios solares constitui  a valoriza&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&atilde;o da  Trigonometria, pois &eacute; um ramo da Matem&aacute;tica que  se  ocupa  do estudo das rela&ccedil;&otilde;es entre os lados e  &acirc;ngulos  de  tri&acirc;ngulos  planos e esf&eacute;ricos, permitindo assim  medir  dist&acirc;ncias  inacess&iacute;veis.  Al&eacute;m de trabalhar a materializa&ccedil;&atilde;o do conhecimento l&oacute;gico matem&aacute;tico, foi  mostrado, tamb&eacute;m, que o homem do campo pode e deve utilizar esse tipo de  rel&oacute;gio na facilita&ccedil;&atilde;o do seu trabalho na lavoura.</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f3"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f3.jpg"></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Bomba ros&aacute;rio:</b> A  bomba de corda, tamb&eacute;m conhecida como bomba ros&aacute;rio, pode ser utilizada para  retirar &aacute;gua de po&ccedil;os profundos. Esse tipo de bomba tem o objetivo de  demonstrar a aplica&ccedil;&atilde;o do bombeamento de &aacute;gua de um po&ccedil;o. Durante a atividade,  foi importante observar o quanto &eacute; economizado com energia el&eacute;trica, pois, todo  processo &eacute; manual. Dessa forma, aproveitamos para trabalhar as transforma&ccedil;&otilde;es  de unidades de volumen.</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f4"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f4.jpg"></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana"><b>Cata  -Vento Artesanal: </b>O cata-vento &eacute; fonte de energia  verdadeiramente limpa, com custo ambiental igual a zero e ainda &eacute; importante  instrumento de aprendizagem no campo da Matem&aacute;tica e da F&iacute;sica, al&eacute;m de n&atilde;o  poluir o meio ambiente, o sistema tem um custo de manuten&ccedil;&atilde;o quase zero e isso  para o pequeno agricultor &eacute; essencial. Vivenciar essa etapa da pesquisa  possibilitou ao corpo discente compreender  que o vento exerce for&ccedil;as sobre o objeto e perceber que o galinho de  cata-vento, indica a dire&ccedil;&atilde;o local do vento se as superf&iacute;cies planas de cada  lado do eixo de rota&ccedil;&atilde;o forem muito diferentes entre si.</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f5"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f5.jpg"></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O objetivo desse  estudo, pois a nossa pretens&atilde;o &eacute; relacionar os conte&uacute;dos matem&aacute;ticos  com diversas atividades desenvolvidas pelo homem do campo procurando agregar ao  ensino de Matem&aacute;tica aprendizagem com significados reais buscando perceber a  import&acirc;ncia da valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. A escolha de um trabalho voltado  para as atividades do campo visa inserir na proposta educativa quest&otilde;es  importantes da valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente sem perder o foco do ensino da  Matem&aacute;tica. Acreditamos que, nesse sentido, haja elementos  relativos aos fen&ocirc;menos did&aacute;ticos voltados para aprender valorizando-se o  desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Com  mais de 20 anos de atividade, o SERTA &ndash; Servi&ccedil;o de Tecnologia Alternativa &ndash; &eacute;  uma Organiza&ccedil;&atilde;o da Sociedade Civil de Interesse P&uacute;blico (OSCIP) que tem como  miss&atilde;o formar jovens, educadores (as) e produtores (as) familiares para atuarem  na transforma&ccedil;&atilde;o das suas circunst&acirc;ncias e na promo&ccedil;&atilde;o do desenvolvimento  sustent&aacute;vel do campo. A organiza&ccedil;&atilde;o foi fundada em 1989 a partir de um grupo de  agricultores, t&eacute;cnicos e educadores que desenvolviam em comunidades rurais uma  metodologia pr&oacute;pria para a promo&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, a melhoria da propriedade  e da renda e o uso de tecnologias apropriadas. Desde sua origem, teve como foco  o desenvolvimento e o reconhecimento da import&acirc;ncia da agricultura familiar.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Atualmente,  o SERTA atua a partir de dois campos: em Ibimirim, &agrave;s margens do A&ccedil;ude Po&ccedil;o da  Cruz e, em Gl&oacute;ria do Goit&aacute;, no Campo da Sementeira. Obteve o credenciamento do  Conselho Estadual de Educa&ccedil;&atilde;o e da Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Meio  Ambiente de Pernambuco (SECTMA) para constituir, nos dois campos, escolas  t&eacute;cnicas de forma&ccedil;&atilde;o profissional - Centro Tecnol&oacute;gico da Agricultura Familiar,  reconhecendo-se a forma&ccedil;&atilde;o dos ADL - Agentes de Desenvolvimento Local, na  categoria de curso profissional de N&iacute;vel M&eacute;dio T&eacute;cnico em Agroecologia.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A  escolha dos alunos iniciantes, conforme mencionado anteriormente, se deu pelo  fato de termos muitos discentes oriundos zona rural, e como v&atilde;o ficar um  per&iacute;odo maior na escola por terem iniciado h&aacute; pouco tempo, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute;  transformar esses aprendizes em multiplicadores, viabilizando aos que v&atilde;o  ingressar na escola uma reflex&atilde;o mais profunda de uma aprendizagem voltada para  a valoriza&ccedil;&atilde;o cultural sem se distanciar do meio ambiente. Portanto, a  localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em que os alunos est&atilde;o inseridos foi um dos pressupostos  que interferiram na escolha do p&uacute;blico alvo. Importante mencionarmos que  participaram da pesquisa 58 alunos.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>METODOLOG&Iacute;A</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Este estudo consiste em  um relato de experi&ecirc;ncia vivenciado pelos alunos do 1&ordm; ano do curso t&eacute;cnico em  Registro e Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, 1&ordm; ano A, do curso t&eacute;cnico em Inform&aacute;tica para  Internet, e 1&ordm; ano B, do curso t&eacute;cnico em Inform&aacute;tica para Internet da Escola  T&eacute;cnica Estadual Jos&eacute; Humberto de Moura Cavalcanti, situada no agreste  setentrional, na cidade de Limoeiro-PE, na qual foi realizada uma pesquisa de  campo no SERTA que seguiu o seguinte roteiro: primeiramente foi realizada a  apresenta&ccedil;&atilde;o dos monitores da atividade e uma abordagem r&aacute;pida sobre a  atividade, em seguida, foram divididos em tr&ecirc;s grupos, sob a orienta&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s  monitores, a partir da&iacute;, seguimos para o Campo da Sementeira. Em cada etapa do  campo, os monitores paravam e mostravam aos alunos como funcionava cada atividade  contida naquela &aacute;rea. Foram percorridos aproximadamente 1,5 hectares, com  atividades variadas, tais como a horta suspensa, a estufa geod&eacute;sica, a bomba  ros&aacute;rio, o cata- vento manual, o rel&oacute;gio solar, etc. Por fim, a atividade  culminou no audit&oacute;rio, onde foi feita uma discuss&atilde;o sobre o que foi vivenciado  durante todo trajeto. Dessa discuss&atilde;o, houve a decis&atilde;o de se implantarem na  escola tr&ecirc;s projetos trabalhados nesse dia, o 1&ordm; ano RIS decidiu fazer uma  horta flor na escola, a fim de colher legumes para a merenda escolar, o 1&ordm; ano  A de Inform&aacute;tica decidiu plantar &aacute;rvore que serve como repelente, pois h&aacute;  muitas moscas na escola, e o 1&ordm; B decidiu fazer um plantio de ac&aacute;ssia, com o  objetivo de fornecer sobra dentro do ambiente escolar.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os alunos apresentam  idade entre 14 e 20 anos. A m&eacute;dia &eacute; de 30 discentes em cada ano e a perman&ecirc;ncia  na escola &eacute; de regime integral.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A disciplina Matem&aacute;tica  na 1&ordf; s&eacute;rie do ensino m&eacute;dio tem como uma de suas compet&ecirc;ncias construir o conhecimento geom&eacute;trico para realizar a  leitura e a representa&ccedil;&atilde;o da realidade e agir sobre ela. J&aacute; no que se refere &agrave;s  habilidades, destacamos duas que se relacionam tanto com o objetivo descrito na  pesquisa, como com a compet&ecirc;ncia citada. Portanto, utilizar a no&ccedil;&atilde;o  de escalas na leitura de representa&ccedil;&atilde;o de situa&ccedil;&atilde;o do cotidiano e&nbsp; avaliar o resultado de uma medi&ccedil;&atilde;o na  constru&ccedil;&atilde;o de um argumento consistente, s&atilde;o duas importantes habilidades que  seguramente s&atilde;o trabalhadas em propostas desse tipo.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Portanto,al&eacute;m  de sua natureza qualitativa, adotamos a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnica quantitativa  atrav&eacute;s de aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio fechado, de car&aacute;ter explorat&oacute;rio. A nossa popula&ccedil;&atilde;o &eacute; constitu&iacute;da de 258 alunos. Foi  selecionada uma amostra de 58 sujeitos, com a qual utilizamos o crit&eacute;rio de  amostragem proporcional estratificada. A instrumento de coleta e an&aacute;lise dos dados utilizamos como t&eacute;cnica de  coleta de dados question&aacute;rios estruturados polit&ocirc;micos. A valida&ccedil;&atilde;o desses dados deu-se  atrav&eacute;s de estudo piloto realizado com os alunos pesquisados. J&aacute; na fase da an&aacute;lise dos  resultados, utilizamos o&nbsp; software SPSS  11.5, coma&nbsp; finalidade de obtermos, de  forma segura, a an&aacute;lise dos dados obtidos na pesquisa. Para tanto, foram  descritas a m&eacute;dia, a moda, a mediana, a vari&acirc;ncia, etc. Como utilizamos um n&uacute;mero  razo&aacute;vel de itens,&nbsp; decidimos fazer o  emprego de an&aacute;lise fatorial para avaliar o comportamento das vari&aacute;veis.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A divis&atilde;o dos cursos,  bem como a quest&atilde;o dos g&ecirc;neros, n&atilde;o teve interfer&ecirc;ncia no desenrolar da  atividade, pois o conte&uacute;do pragm&aacute;tico para as duas turmas &eacute; o mesmo (<b><i><a href="#1a05t1">Tabela 1</a></i></b>). </p>       <p align="center"><a name="1a05t1"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05t1.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Segundo o sexo dos participantes: Masculino 53,4% e Feminino 46,6 %.  Segundo o N&uacute;mero de aluno por curso corresponde a Inform&aacute;tica 56,9% e Registro  e Informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de 43,1 %.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os conte&uacute;dos  vivenciados na pesquisa foram discutidos previamente, 89 ,7% respondeu Nenhuma vez (<b><i><a href="#1a05f6">Figura 1</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f6"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f6.jpg"></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Houve mais  interesse pela disciplina ap&oacute;s a pesquisa, 46,6% est&atilde;o de acordo (<b><i><a href="#1a05f7">Figura 2</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f7"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f7.jpg"></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel relacionar a Matem&aacute;tica com o Meio  Ambiente, no 67,2% est&atilde;o  de acordo (<b><i><a href="#1a05f8">Figura 3</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f8"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f8.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O trabalho de campo foi importante para constru&ccedil;&atilde;o  de conhecimento, est&atilde;o  de acordo no 91,4% e Algo em desacordo 8,6%. Se &eacute; poss&iacute;vel aprender Matem&aacute;tica  num contexto mais pragm&aacute;tico, est&atilde;o de  acordo 48,3% (<b><i><a href="#1a05f9">Figura 4</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f9"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f9.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os monitores explicaram bem os conte&uacute;dos  vivenciados, est&atilde;o  de acordo 81% dos entrevistados  (<b><i><a href="#1a05f10">Figura 5</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f10"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f10.jpg"></p>       <p align="left"><font size="2" face="Verdana">O conhecimento L&oacute;gico-matem&aacute;tico pode ajudar na  preserva&ccedil;&atilde;o do Meio Ambiente, 74,1% Est&atilde;o de acordo (<b><i><a href="#1a05f11">Figura 6</a></i></b>).</font></p>       <p align="center"><a name="1a05f11"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f11.jpg"></p>        <p align="left"><font size="2" face="Verdana">A carga Hor&aacute;ria da atividade atendeu as exig&ecirc;ncias  dos profesores, no 74,1% est&atilde;o de  acordo (<b><i><a href="#1a05f12">Figura 7</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f12"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f12.jpg"></p>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">&Eacute; mais prazeroso estudar Geometria utilizando a  terra como ferramenta de aprendizagem, est&atilde;o de acordo 60,3% (<b><i><a href="#1a05f13">Figura 8</a></i></b>).</font></p>      <p align="center"><a name="1a05f13"></a></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../../../../../img/revistas/riics/v8n1/1a05f13.jpg"></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>DISCUS&Atilde;O</b></font></p>     <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Os dados mostraram que  havia no grupo poucos alunos reprovados anteriormente em Matem&aacute;tica. Esse foi  um dos motivos que facilitou a compreens&atilde;o dos conceitos trabalhados. Das  vari&aacute;veis dependentes, podemos observar as seguintes quest&otilde;es:</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- Os conte&uacute;dos  vivenciados na pesquisa foram vistos previamente, o que fizemos foi apresentar  de forma te&oacute;rica alguns conceitos; sabemos que houve pouco aprofundamento dos  conte&uacute;dos, pois a nossa inten&ccedil;&atilde;o era que esses conte&uacute;dos fossem aprofundados <i>in loco</i>.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- Percebemos  que houve mais interesse pela disciplina durante a pesquisa, porque os dados  apontaram para essa quest&atilde;o. Notadamente, no trabalho de campo, a forma mais  din&acirc;mica na aplica&ccedil;&atilde;o das atividades conseguiu envolver todos os alunos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- A cada etapa  vivenciada o aluno percebia o quanto a Matem&aacute;tica estava presente na rela&ccedil;&atilde;o do  homem com o meio ambiente. Essa presen&ccedil;a, &agrave;s vezes, era vista nos princ&iacute;pios do  funcionamento de algumas ferramentas utilizadas no campo, bem como em  procedimento que ajudava o homem a organizar a sua atividade como um todo.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">- O trabalho  de campo foi importante para a maioria dos alunos, porque todos puderam  manifestar as suas d&uacute;vidas, manusear instrumentos, interagir com a terra,  observar como se deve cuidar do meio ambiente e, acima de tudo, se sentir ativo  no processo de constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- O grupo  percebeu que &eacute; poss&iacute;vel aprender Matem&aacute;tica de forma pragm&aacute;tica, principalmente  envolvendo aspectos agr&iacute;colas, pois &eacute; bem verdade que essa pr&aacute;tica est&aacute; muito  distante das escolas, principalmente no que se refere &agrave; aprendizagem da  Matem&aacute;tica. Dessa forma, houve uma compreens&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o de recursos  ambientais no emprego de atividades pedag&oacute;gicas na Matem&aacute;tica.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- A  participa&ccedil;&atilde;o dos monitores foi importante pelo conhecimento espec&iacute;fico que cada  um tem. A maioria &eacute; formada em curso na &aacute;rea agr&iacute;cola, por&eacute;m existem no projeto  pedag&oacute;gico do SERTA diversas ferramentas de aprendizagem interdisciplinar que  s&atilde;o estudadas por eles (monitores) para serem aplicadas em atividade semelhante  a que vivenciamos.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- Os alunos  perceberam que a Matem&aacute;tica pode ajudar a preservar o meio ambiente, pois, nas  tecnologias vivenciadas <i>in loco</i>,  observaram a presen&ccedil;a de v&aacute;rios princ&iacute;pios matem&aacute;ticos, como destacamos  anteriormente e, portanto, como toda tecnologia alternativa existente no local  foi constru&iacute;da para se adequarem ao meio ambiente, logo, a Matem&aacute;tica teria  nesse caso a sua import&acirc;ncia reconhecida no que se refere tamb&eacute;m ao  desenvolvimento sustent&aacute;vel.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- Foi  observada <i>in loco</i>, a forma como o  homem do campo se organiza, tanto no cultivo quanto no com&eacute;rcio dos meios  agr&iacute;colas, o grupo reconheceu que essa organiza&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m depende da  Matem&aacute;tica. Dentro dessa quest&atilde;o, o grupo destacou quest&otilde;es referentes a custo,  a receita, a lucro, viabilizando a sistematiza&ccedil;&atilde;o dos meios de produ&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- Outro  aspecto importante que a maioria destacou foi a aprendizagem da Geometria em  atividades que envolvam medida de espa&ccedil;o, armazenamento de produtos, em  quest&otilde;es de coordenada geogr&aacute;fica, etc. Muitas atividades desenvolvidas fizeram  uma grande parte do grupo perceber essa import&acirc;ncia.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">- E quanto &agrave;  dura&ccedil;&atilde;o da atividade, a maioria ficou satisfeito com a clareza e a forma como  os trabalhos foram organizados, tanto no trabalho de campo,&nbsp; quanto na discuss&atilde;o e reflex&atilde;o do que foi  vivenciado in loco.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Este  trabalho evidenciou que &eacute; poss&iacute;vel um ensino pautado para as quest&otilde;es  relacionadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente, pois forneceu importantes  informa&ccedil;&otilde;es aos docentes que lecionam disciplinas relacionadas ao tema em  alus&atilde;o, pois mostrou ao aluno a rela&ccedil;&atilde;o que a Matem&aacute;tica possui com os aspectos  do meio ambiente, destacando que esse campo do conhecimento tamb&eacute;m pode  contribuir e agu&ccedil;ar reflex&otilde;es referentes &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. Ao  final da pesquisa de campo, percebeu que os alunos foram capazes de identificar  as unidades de medidas e suas aplica&ccedil;&otilde;es no cotidiano, bem como, souberam  conviver em grupo respeitando o meio ambiente.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Uma  das mais importantes considera&ccedil;&otilde;es que apresentamos &eacute; demonstrada atrav&eacute;s da  rela&ccedil;&atilde;o entre a Matem&aacute;tica e o mundo em que vivemos. Destacamos que o nosso  objetivo foi atingido a partir do momento em que o aluno percebeu que a  Matem&aacute;tica tamb&eacute;m &eacute; uma ferramenta que pode auxiliar o homem em atividade t&atilde;o  pr&oacute;xima do cotidiano das pessoas. Dessa forma, a pesquisa conseguiu agregar  valores n&atilde;o s&oacute; &agrave; pr&aacute;tica docente mas tamb&eacute;m &agrave; aprendizagem do aluno, pois este  conseguiu aprender a disciplina de forma significativa e n&atilde;o de forma  descontextualizada.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Devemos  lembrar que o conhecimento &eacute; resultado da a&ccedil;&atilde;o do homem sobre o mundo, o que  equivale a afirmar que a atividade do aprendiz &eacute; indispens&aacute;vel, n&atilde;o existindo  aprendizagem passiva. A a&ccedil;&atilde;o pedag&oacute;gica do professor precisa provocar,  interagir, discutir, criticar, analisar, enfim, trabalhar as habilidades operat&oacute;rias.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Notadamente  o professor de Matem&aacute;tica encontra diversas dificuldades para preservar a  criatividade do aluno e encoraj&aacute;-lo a fazer uso das suas habilidades criativas.  Tamb&eacute;m se observa que novas propostas s&atilde;o utilizadas de forma tradicional, pois  in&uacute;meras s&atilde;o as dificuldades encontradas no que se refere ao ensino de  Matem&aacute;tica.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Dessa  forma, podemos destacar o excesso de informa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o vivenciadas em um  espa&ccedil;o curto de tempo, a transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es de forma expositiva, sem  estimular o aluno a pensar e a raciocinar, o exagero na &ecirc;nfase &agrave; obedi&ecirc;ncia e  aten&ccedil;&atilde;o, formando um aluno que n&atilde;o critica, n&atilde;o sugere e n&atilde;o questiona, n&atilde;o  enxerga o mundo em que habita. E para finalizar, as baixas expectativas do  professor com rela&ccedil;&atilde;o ao aluno, n&atilde;o confiando na capacidade do aluno de ser  respons&aacute;vel, independente e criativo. Defendemos que se &eacute;, por exemplo, para  usar um laborat&oacute;rio como a sala de aula, ent&atilde;o, ainda &eacute; melhor uma boa aula  expositiva.</font></p>      <p align="left"><font size="2" face="Verdana">Portanto,  indicamos que o professor procure fazer uso dos pr&oacute;prios recursos criativos  para contornar as barreiras e as dificuldades encontradas e que use os recursos  mais adequados &agrave; manifesta&ccedil;&atilde;o da criatividade, condizente com o que est&aacute;  ensinando no momento.</font></p>      <p align="justify">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="3" face="Verdana"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Antunes,  C. (2005). <i>Aprendendo o que jamais se  ensina</i>. Fortaleza: Edi&ccedil;&otilde;es Livro T&eacute;cnico.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165481&pid=S2226-4000201200010000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Bicudo,  M.A.V. (org.). (2005). <i>Educa&ccedil;&atilde;o Matem&aacute;tica</i>. S&atilde;o Paulo: Centauro.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165482&pid=S2226-4000201200010000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Bugeda, J.  (1974). <i>Manual de T&eacute;cnicas de  Investiga&ccedil;&atilde;o Social.</i> Madrid: Instituto de Estudos Pol&iacute;ticos.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165483&pid=S2226-4000201200010000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Cyrino, H.F.F.  (2006). <i>Matem&aacute;tica &amp; Gregos</i>. Campinas,  SP: &Aacute;tomo.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165484&pid=S2226-4000201200010000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">D'Ambrosio,  U. (2008). <i>Uma Hist&oacute;ria Concisa da  Matem&aacute;tica no Brasil</i>. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165485&pid=S2226-4000201200010000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Marconi,  M.A. y Lakatos, E.M. (1986). <i>Metodologia do Trabalho Cient&iacute;fico</i>.  2&ordf; Ed. S&atilde;o Paulo: Atlas.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165486&pid=S2226-4000201200010000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Moura,  A. de. (2003). <i>Princ&iacute;pios e Fundamentos  da Proposta Educacional de Apoio ao Desenvolvimento Sustent&aacute;vel</i>. Recife:  SERTA.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165487&pid=S2226-4000201200010000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Oliveira, M.M. (org.) (2009). <i>CTCA: experi&ecirc;ncias multi e  interdisciplinares no ensino de ci&ecirc;ncias e matem&aacute;tica</i>. Recife: Baga&ccedil;o.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165488&pid=S2226-4000201200010000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p align="left"><font size="2" face="Verdana">Severino,  A.J. (1993). <i>Metodologia do trabalho  cient&iacute;fico</i>. 19&ordm; Ed. S&atilde;o Paulo: Cortez.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=165489&pid=S2226-4000201200010000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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