Scielo RSS <![CDATA[Revista de la Secretaría del Tribunal Permanente de Revisión]]> http://scielo.iics.una.py/rss.php?pid=2304-788720260023&lang=es vol. 14 num. 23 lang. es <![CDATA[SciELO Logo]]> http://scielo.iics.una.py/img/en/fbpelogp.gif http://scielo.iics.una.py <![CDATA[Libertad de expresión y negacionismo del Holocausto judío]]> http://scielo.iics.una.py/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2304-78872026002300201&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumo: O presente trabalho analisa o negacionismo do Holocausto Judeu sob a perspectiva dos limites da liberdade de expressão no Estado Democrático de Direito, examinando sua relevância jurídica enquanto forma específica de discurso de ódio. Partindo da necessidade de preservação da memória histórica de eventos amplamente documentados, como a Shoah, o estudo discute como a negação, a banalização ou a relativização desse fato histórico ultrapassam o campo da divergência interpretativa e atingem a dignidade da pessoa humana, a memória coletiva e os direitos fundamentais da comunidade judaica. No contexto brasileiro, investiga-se o tratamento jurídico conferido às manifestações antissemitas à luz da Lei nº 7.716/89 e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, com especial destaque para o caso Siegfried Ellwanger. O trabalho dialoga com contribuições teóricas de Hannah Arendt e Zygmunt Bauman, ao refletirem sobre a banalização do mal e a modernidade do Holocausto, bem como com Ronald Dworkin e Jeremy Waldron, no debate acerca dos limites éticos e jurídicos da liberdade de expressão diante do discurso de ódio. Por fim, examina-se a lacuna normativa existente no ordenamento jurídico brasileiro quanto à tipificação específica do negacionismo da Shoah, bem como as controvérsias em torno do Projeto de Lei nº 4.974/20, destacando-se a importância da proteção da memória histórica como instrumento de afirmação dos valores democráticos e dos direitos humanos.<hr/>Resumen: Este artículo analiza la negación del Holocausto desde la perspectiva de los límites de la libertad de expresión en un Estado democrático de derecho, examinando su relevancia jurídica como una forma específica de discurso de odio. Partiendo de la necesidad de preservar la memoria histórica de acontecimientos ampliamente documentados, como la Shoá, este estudio analiza cómo la negación, trivialización o relativización de este hecho histórico trasciende el ámbito de la divergencia interpretativa y afecta la dignidad de la persona humana, la memoria colectiva y los derechos fundamentales de la comunidad judía. En el contexto brasileño, se investiga el tratamiento jurídico de las manifestaciones antisemitas a la luz de la Ley n.º 7.716/89 y la jurisprudencia del Supremo Tribunal Federal, con especial énfasis en el caso Siegfried Ellwanger. Este trabajo aborda las contribuciones teóricas de Hannah Arendt y Zygmunt Bauman, reflexionando sobre la banalidad del mal y la modernidad del Holocausto, así como con Ronald Dworkin y Jeremy Waldron, en el debate sobre los límites éticos y legales de la libertad de expresión frente al discurso de odio. Finalmente, examina el vacío normativo existente en el sistema jurídico brasileño respecto a la criminalización específica de la negación del Holocausto, así como las controversias en torno al Proyecto de Ley n.º 4.974/20, destacando la importancia de proteger la memoria histórica como instrumento para afirmar los valores democráticos y los derechos humanos.<hr/> Abstract: This paper analyzes Holocaust denial from the perspective of the limits of freedom of expression in a democratic state governed by the rule of law, examining its legal relevance as a specific form of hate speech. Starting from the need to preserve the historical memory of widely documented events, such as the Shoah, this study discusses how the denial, trivialization, or relativization of this historical fact goes beyond the realm of interpretative divergence and affects the dignity of the human person, collective memory, and the fundamental rights of the Jewish community. In the Brazilian context, this study investigates the legal treatment of antisemitic expressions in light of Law No. 7.716/89 and the jurisprudence of the Supreme Federal Court, with particular emphasis on the Siegfried Ellwanger case. The work engages with theoretical contributions from Hannah Arendt and Zygmunt Bauman, reflecting on the banality of evil and the modernity of the Holocaust, as well as with Ronald Dworkin and Jeremy Waldron, in the debate concerning the ethical and legal limits of freedom of expression in the face of hate speech. Finally, the existing normative gap in the Brazilian legal system regarding the specific classification of Holocaust denial is examined, as well as the controversies surrounding Bill Nº 4.974/20, highlighting the importance of protecting historical memory as an instrument for affirming democratic values and human rights.<hr/>Résumé: Cet article analyse le négationnisme de l&amp;apos;Holocauste du point de vue des limites de la liberté d&amp;apos;expression dans un État démocratique régi par l&amp;apos;état de droit, en examinant sa pertinence juridique en tant que forme spécifique de discours de haine. Partant de la nécessité de préserver la mémoire historique d&amp;apos;événements largement documentés, tels que la Shoah, cette étude examine comment le déni, la banalisation ou la relativisation de ce fait historique dépassent le cadre des divergences d&amp;apos;interprétation et affectent la dignité humaine, la mémoire collective et les droits fondamentaux de la communauté juive. Dans le contexte brésilien, cette étude examine le traitement juridique des manifestations antisémites à la lumière de la loi n° 7.716/89 et de la jurisprudence de la Cour suprême fédérale, en s’appuyant notamment sur l’affaire Siegfried Ellwanger. Elle dialogue avec les contributions théoriques d’Hannah Arendt et de Zygmunt Bauman, qui s’interrogent sur la banalité du mal et la modernité de l’Holocauste, ainsi qu’avec celles de Ronald Dworkin et de Jeremy Waldron, dans le cadre du débat relatif aux limites éthiques et juridiques de la liberté d’expression face aux discours de haine. Enfin, l’écart normatif existant dans le système juridique brésilien concernant la classification spécifique du négationnisme de l’Holocauste est examiné, ainsi que les controverses entourant le projet de loi n° 4974/20, soulignant l’importance de protéger la mémoire historique comme instrument d’affirmation des valeurs démocratiques et des droits de l’homme. <![CDATA[La paradoja de seguridad y libertad en la era digital: un análisis crítico desde perspectivas biopolíticas y filosóficas]]> http://scielo.iics.una.py/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2304-78872026002300202&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: La tensión entre seguridad y libertad constituye uno de los dilemas fundamentales de las sociedades contemporáneas, intensificado exponencialmente por el advenimiento de tecnologías digitales de vigilancia masiva. Este trabajo examina críticamente esta paradoja desde marcos teóricos biopolíticos y filosóficos, argumentando que las arquitecturas digitales contemporáneas no simplemente equilibran seguridad y libertad, sino que reconfiguran radicalmente las modalidades mismas del poder gubernamental y la subjetividad individual. A través de un análisis que integra los conceptos foucaultianos de biopolítica y gubernamentalidad con perspectivas contemporáneas sobre vigilancia digital, se sostiene que el paradigma securitario actual opera mediante mecanismos de control preventivo que trascienden las formas disciplinarias tradicionales. La investigación explora cómo algoritmos predictivos, sistemas de reconocimiento facial y plataformas de datificación masiva construyen regímenes de visibilidad donde la libertad es simultáneamente proclamada y erosionada. Se argumenta que esta paradoja no representa una contradicción accidental sino una característica estructural del capitalismo de vigilancia, donde la extracción de datos biométricos y comportamentales constituye tanto el medio de control como el fundamento económico de plataformas digitales. Las conclusiones sugieren que resolver esta tensión requiere repensar fundamentalmente las categorías políticas heredadas de la modernidad temprana, desarrollando marcos normativos capaces de proteger la autonomía individual sin sucumbir a ilusiones de transparencia total o seguridad absoluta.<hr/>Resumo: A tensão entre segurança e liberdade constitui um dos dilemas fundamentais das sociedades contemporâneas, intensificado exponencialmente pelo advento das tecnologias digitais de vigilância em massa. Este trabalho examina criticamente esse paradoxo a partir de marcos teóricos biopolíticos e filosóficos, argumentando que as arquiteturas digitais contemporâneas não apenas equilibram segurança e liberdade, mas reconfiguram radicalmente as próprias modalidades do poder governamental e da subjetividade individual. Através de uma análise que integra os conceitos foucaultianos de biopolítica e governamentalidade com perspetivas contemporâneas sobre vigilância digital, sustenta-se que o paradigma securitário atual opera por meio de mecanismos de control preventivo que transcendem as formas disciplinares tradicionais. A pesquisa explora como algoritmos preditivos, sistemas de reconhecimento facial e plataformas de datificação em massa constroem regimes de visibilidade onde a liberdade é simultaneamente proclamada e corroída. Argumenta-se que este paradoxo não representa uma contradição acidental, mas sim uma característica estrutural do capitalismo de vigilância, onde a extração de dados biométricos e comportamentais constitui tanto o meio de control como também o fundamento económico das plataformas digitais. As conclusões sugerem que resolver essa tensão requer repensar fundamentalmente as categorias políticas herdadas da modernidade inicial, desenvolvendo marcos normativos capazes de proteger a autonomia individual sem sucumbir a ilusões de transparência total ou segurança absoluta.<hr/>Abstract: The tension between security and freedom constitutes one of the fundamental dilemmas of contemporary societies, exponentially intensified by the advent of mass digital surveillance technologies. This work critically examines this paradox from biopolitical and philosophical theoretical frameworks, arguing that contemporary digital architectures do not simply balance security and freedom but radically reconfigure the very modalities of governmental power and individual subjectivity. Through an analysis that integrates Foucauldian concepts of biopolitics and governmentality with contemporary perspectives on digital surveillance, it is argued that the current security paradigm operates through preventive control mechanisms that transcend traditional disciplinary forms. The research explores how predictive algorithms, facial recognition systems, and mass datification platforms construct visibility regimes where freedom is simultaneously proclaimed and eroded. It is argued that this paradox represents not an accidental contradiction but a structural feature of surveillance capitalism, where the extraction of biometric and behavioral data constitutes both the means of control and the economic foundation of digital platforms. The conclusions suggest that resolving this tension requires fundamentally rethinking the political categories inherited from early modernity, developing normative frameworks capable of protecting individual autonomy without succumbing to illusions of total transparency or absolute security.<hr/>Résumé : La tension entre sécurité et liberté constitue l&amp;apos;un des dilemmes fondamentaux des sociétés contemporaines, intensifié de manière exponentielle par l&amp;apos;avènement des technologies numériques de surveillance de masse. Cet article examine de manière critique ce paradoxe à partir de cadres théoriques biopolitiques et philosophiques, en soutenant que les architectures numériques contemporaines ne se contentent pas d&amp;apos;équilibrer sécurité et liberté, mais qu&amp;apos;elles reconfigurent radicalement les modalités mêmes du pouvoir gouvernemental et de la subjectivité individuelle. À travers une analyse qui intègre les concepts foucaldiens de biopolitique et de gouvernementalité avec des perspectives contemporaines sur la surveillance numérique, il est soutenu que le paradigme sécuritaire actuel fonctionne grâce à des mécanismes de contrôle préventif qui transcendent les formes disciplinaires traditionnelles. La recherche explore comment les algorithmes prédictifs, les systèmes de reconnaissance faciale et les plateformes de datification massive construisent des régimes de visibilité où la liberté est simultanément proclamée et érodée. Il est avancé que ce paradoxe ne représente pas une contradiction accidentelle, mais une caractéristique structurelle du capitalisme de surveillance, où l&amp;apos;extraction de données biométriques et comportementales constitue à la fois le moyen de contrôle et le fondement économique des plateformes numériques. Les conclusions suggèrent que pour résoudre cette tension, il faut repenser fondamentalement les catégories politiques héritées du début de la modernité, en développant des cadres normatifs capables de protéger l&amp;apos;autonomie individuelle sans succomber aux illusions d&amp;apos;une transparence totale ou d&amp;apos;une sécurité absolue. <![CDATA[El derecho de la integración como garante de los derechos humanos ante la irrupción de nuevas tecnologías]]> http://scielo.iics.una.py/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2304-78872026002300203&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: La Unión Europea ha consolidado un rol de liderazgo sistémico en la regulación de las tecnologías emergentes, proyectando estándares normativos con vocación de universalidad. El presente artículo analiza el Derecho de la Integración como un dispositivo jurídico central para la tutela de los derechos humanos frente a los procesos de digitalización acelerada. A tal fin, se examinan tres pilares normativos del modelo europeo: el Reglamento General de Protección de Datos (GDPR), la Ley de Inteligencia Artificial (AI Act) y el Reglamento relativo a los mercados de criptoactivos (MICA). A partir del estudio de la jurisprudencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea y de la evolución de los regímenes de transferencia internacional de datos, se sostiene que la armonización supranacional permite enfrentar las asimetrías de poder propias del ecosistema digital, conciliando innovación tecnológica, seguridad jurídica y primacía de la dignidad humana. El trabajo concluye que el modelo europeo de integración se erige como un referente de constitucionalismo digital con impacto global.<hr/>Resumo: A União Europeia consolidou uma posição de liderança sistêmica na regulação das tecnologias emergentes, estabelecendo padrões normativos com vocação universal. O presente artigo analisa o Direito da Integração como um instrumento jurídico fundamental para a proteção dos direitos humanos diante dos processos acelerados de digitalização. Nesse contexto, são examinados três eixos normativos centrais do modelo europeu: o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR), a Lei de Inteligência Artificial (AI Act) e o Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MICA). A partir da análise da jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia e da evolução dos regimes de transferência internacional de dados, sustenta-se que a harmonização supranacional permite enfrentar as assimetrias de poder do ambiente digital, conciliando inovação tecnológica, segurança jurídica e centralidade da dignidade humana. Conclui-se que o modelo europeu de integração configura um paradigma de constitucionalismo digital com projeção global.<hr/>Abstract: The European Union has consolidated a position of systemic leadership in the regulation of emerging technologies, establishing normative standards with global reach. This article examines Integration Law as a central legal framework for the protection of human rights in the context of accelerated digitalization. It focuses on three core regulatory pillars of the European model: the General Data Protection Regulation (GDPR), the Artificial Intelligence Act (AI Act), and the Markets in Crypto-Assets Regulation (MICA). Through the analysis of the case law of the Court of Justice of the European Union and the evolution of international data transfer regimes, the article argues that supranational harmonization provides an effective response to the power asymmetries inherent in the digital ecosystem, balancing technological innovation, legal certainty, and the primacy of human dignity. The study concludes that the European integration model represents a leading example of digital constitutionalism with global influence.<hr/>Résumé: L'Union européenne a affirmé un rôle de leadership systémique dans la régulation des technologies émergentes, en établissant des normes juridiques à vocation universelle. Le présent article analyse le droit de l'intégration comme un instrument central de protection des droits de l'homme face aux processus accélérés de numérisation. À cette fin, trois piliers normatifs du modèle européen sont examinés : le Règlement général sur la protection des données (RGPD), la loi sur l'intelligence artificielle (AI Act) et le règlement relatif aux marchés de crypto-actifs (MICA). À travers l'étude de la jurisprudence de la Cour de justice de l'Union européenne et de l'évolution des régimes de transfert international de données, il est soutenu que l'harmonisation supranationale permet de répondre aux asymétries de pouvoir propres à l'environnement numérique, en conciliant innovation technologique, sécurité juridique et primauté de la dignité humaine. L'article conclut que le modèle européen d'intégration constitue une référence majeure du constitutionnalisme numérique à portée globale. <![CDATA[De la tradición europea a la realidad andina: Hacia la creación de la figura del Abogado General en el Tribunal de Justicia de la Comunidad Andina]]> http://scielo.iics.una.py/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2304-78872026002300204&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: El presente artículo examina la figura del Abogado General en el Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE) y evalúa su potencial incorporación al Tribunal de Justicia de la Comunidad Andina (TJCA). Mediante un análisis comparado, se exploran las funciones, aportes y garantías institucionales que caracterizan al Abogado General en el contexto europeo, destacando su contribución a la coherencia jurisprudencial, al desarrollo del Derecho y a la legitimidad de la jurisdicción supranacional. Asimismo, se analizan los factores históricos, políticos y presupuestarios que explican la ausencia de esta figura en el sistema andino, como la defensa de la soberanía nacional, el sesgo económico-comercial de la integración y las restricciones financieras de la CAN. A partir de las bases jurídicas existentes en el Derecho andino, se identifican los mecanismos normativos y procedimentales necesarios para introducir un Abogado General en el TJCA y se argumenta que su adopción fortalecería el principio de homogeneidad, la unidad del ordenamiento jurídico y la transparencia del proceso decisorio. Finalmente, se sostiene que esta figura permitiría intensificar el diálogo judicial del TJCA con el TJUE y otros tribunales internacionales, consolidando la confianza de los Estados miembros y de los operadores jurídicos en el sistema de integración regional.<hr/>Resumo: O presente artigo examina a figura do Advogado-Geral no Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) e avalia sua possível incorporação ao Tribunal de Justiça da Comunidade Andina (TJCA). Por meio de uma análise comparativa, exploram-se as funções, contribuições e garantias institucionais que caracterizam o Advogado-Geral no contexto europeu, destacando sua contribuição para a coerência jurisprudencial, o desenvolvimento do Direito e a legitimidade da jurisdição supranacional. Além disso, analisam-se os fatores históricos, políticos e orçamentários que explicam a ausência dessa figura no sistema andino, como a defesa da soberania nacional, o viés econômico-comercial da integração e as restrições financeiras da CAN. Com base nas normas jurídicas existentes no Direito andino, identificam-se os mecanismos normativos e procedimentais necessários para introduzir um Advogado-Geral no TJCA, argumentando-se que sua adoção fortaleceria o princípio da homogeneidade, a unidade do ordenamento jurídico e a transparência do processo decisório. Por fim, sustenta-se que essa figura permitiria intensificar o diálogo judicial do TJCA com o TJUE e outros tribunais internacionais, consolidando a confiança dos Estados membros e dos operadores jurídicos no sistema de integração regional.<hr/>Summary: This article examines the role of the Advocate General in the Court of Justice of the European Union (CJEU) and assesses its potential incorporation into the Court of Justice of the Andean Community (CJAC). Through a comparative analysis, it explores the functions, contributions, and institutional safeguards that define the Advocate General in the European context, highlighting their contribution to jurisprudential coherence, legal development, and the legitimacy of supranational jurisdiction. It also analyzes the historical, political, and budgetary factors that explain the absence of this figure in the Andean system, such as the defense of national sovereignty, the economic-commercial bias of integration, and the financial constraints of the CAN. Based on existing legal foundations in Andean law, the article identifies the normative and procedural mechanisms necessary to introduce an Advocate General in the CJAC and argues that its adoption would strengthen the principle of homogeneity, the unity of the legal system, and the transparency of the decision-making process. Finally, it is argued that this figure would enhance judicial dialogue between the CJAC and the CJEU, as well as other international courts, consolidating the trust of member states and legal practitioners in the regional integration system.<hr/>Résumé: Le présent article examine la figure de l’Avocat Général au sein de la Cour de justice de l’Union européenne (CJUE) et évalue son éventuelle intégration à la Cour de justice de la Communauté andine (CJCA). À travers une analyse comparative, il explore les fonctions, les apports et les garanties institutionnelles qui caractérisent l’Avocat Général dans le contexte européen, en soulignant sa contribution à la cohérence jurisprudentielle, au développement du droit et à la légitimité de la juridiction supranationale. Il analyse également les facteurs historiques, politiques et budgétaires qui expliquent l’absence de cette figure dans le système andin, tels que la défense de la souveraineté nationale, le biais économique et commercial de l’intégration et les contraintes financières de la CAN. À partir des bases juridiques existantes dans le droit andin, l’article identifie les mécanismes normatifs et procéduraux nécessaires pour introduire un Avocat Général au sein de la CJCA et soutient que son adoption renforcerait le principe d’homogénéité, l’unité de l’ordre juridique et la transparence du processus décisionnel. Enfin, il est affirmé que cette figure permettrait d’intensifier le dialogue judiciaire entre la CJCA, la CJUE et d’autres juridictions internationales, consolidant ainsi la confiance des États membres et des acteurs juridiques dans le système d’intégration régionale. <![CDATA[Los acuerdos entre el Mercosur y la Unión Europea: vigencia, aplicación provisional, pedido de dictamen al TJUE, eventual rechazo por un parlamento nacional y otras yerbas]]> http://scielo.iics.una.py/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2304-78872026002300301&lng=es&nrm=iso&tlng=es Resumen: El presente artículo analiza los acuerdos entre el Mercosur y la Unión Europea, en cuanto a su aplicación provisional y vigencia, incluyendo comentarios sobre el pedido de dictamen al TJUE realizado por el Parlamento Europeo y las consecuencias de un eventual rechazo del Acuerdo de Asociación Mercosur - Unión Europea por un parlamento nacional.<hr/>Resumo: o presente artigo analisa os acordos entre o Mercosul e a União Europeia no que diz respeito à sua aplicação provisória e vigência, incluindo comentários sobre o pedido de parecer ao TJUE apresentado pelo Parlamento Europeu e as consequências de uma eventual rejeição do Acordo de Associação Mercosul-União Europeia por um parlamento nacional.<hr/>Summary: this article analyzes the agreements between Mercosur and the European Union with regard to their provisional application and validity, including comments on the European Parliament's request for a preliminary ruling from the Court of Justice of the European Union and the consequences of a potential rejection of the Mercosur-European Union Association Agreement by a national parliament.<hr/>Résumé: le présent article analyse les accords entre le Mercosur et l'Union européenne, notamment en ce qui concerne leur application provisoire et leur entrée en vigueur, et comprend des commentaires sur la demande d'avis adressée à la CJUE par le Parlement européen ainsi que sur les conséquences d'un éventuel rejet de l'accord d'association Mercosur-Union européenne par un parlement national.